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Economia

2016/2017

Químicos rejeitam proposta patronal para convenção coletiva

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região reiniciou nesta quarta-feira, dia 21, o trabalho de panfletagem nas principais indústrias químicas da região para informar a categoria que o ano termina sem acordo para renovação da convenção coletiva 2016/2017. “A proposta oficializada pelo sindicato patronal não atende as expectativas e necessidades dos trabalhadores”, resume o presidente do Sindicato, Carlos de Cordes.

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De acordo com o advogado Sergio Juchem, representante do Sindicato das Indústrias Químicas Sul Catarinense (Sinquisul), o percentual do reajuste corresponde ao INPC do período, de 8,5%, a ser pago a partir da data base de 1º de novembro de 2016, além de diversas alterações de redação e algumas exclusões.

"Esta proposta contempla a integralidade dos instrumentos e das condições com os quais o Sinquisul concorda em fechar a negociação coletiva. excluindo-se quaisquer outros, ainda que, em caráter excepcional, pudessem ter sido firmados em anos anteriores", alega o advogado.

Conforme o dirigente sindical, a negociação é muito complexa. “Os patrões, apesar de não reduzirem seus níveis de produção nem quadro de pessoal, reclamam muito da crise financeira e iniciaram a negociação oferecendo 7% de reajuste para uma inflação de 8,5%; depois a proposta chegou a 7,5% em duas parcelas, sendo 5% em novembro e 2,5% em junho de 2017 e, finalmente, propôs 8,5%, mas reduzindo e até eliminando direitos conquistados nos últimos anos”, resumiu de Cordes.

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A disposição da diretoria do sindicato profissional, salienta o presidente, é continuar negociando e, como a maioria das empresas entra em férias coletivas ou paralisações temporárias entre Natal e início do próximo ano, aguarda a retomada dos debates com o sindicato patronal no decorrer do mês de janeiro. “Temos já garantida a reposição da inflação, o que é importante, mas que não é só isto, temos direitos sociais e conquistas históricas que não admitimos perder”, finaliza.

Colaboração: Gilvan de França e José Adílio

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