Coletiva
Representes do PT falam sobre ações para fortalecer o partido
Dentre as bandeiras levantadas pelos políticos, em coletiva de imprensa, está a reforma política e o não financiamento empresarial para campanhas eleitorais
Por Redação Engeplus
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Na tarde desta quinta-feira, dia 9, representantes do Partido do Trabalhador (PT) de Santa Catarina e Rio Grande do Sul se reuniram para uma coletiva de imprensa, em Içara, e apontaram algumas ações que a sigla deve realizar durante esse ano. Dentre as bandeiras levantadas pelos políticos, destacam-se a reforma política, voto em lista, paridade de gêneros e o não financiamento empresarial para campanhas eleitorais.
Conforme o presidente do PT do Rio Grande do Sul (RS), Ary Vanazzi, a sigla vem trabalhando também na aproximação de associados, formação de coligações, e atividades político-sociais, com intuito de fortalecer o partido, que está sendo nos últimos meses alvo de diversas manifestações de insatisfação pelo país. "Estamos reunindo mais pessoas e reconstruindo o partido. A nossa missão é ser um partido educativo, pois o PT vinha realizando um discurso de serviço e institucionalidade, onde só se discute a eleição. Mas, para se chegar lá há um longo caminho, por isso estamos buscando discutir um campo de esquerda com movimentos sociais, educação política e alianças de esquerda", conta Vanazzi.
Além de lutar a favor da reforma política, o partido busca defender um projeto em que as campanhas eleitorais sejam financiadas por recurso público. "O Estado vai pagar as campanhas, e estabelecer um teto, um limite do que o partido for gastar. Só assim as campanhas políticas não ficarão tão caras. Não sabemos se isso irá combater a corrupção, mas vai diminuir, o mal é o financiamento empresarial. Não dá condições ao trabalhador, criou-se uma elite política. Esse projeto dá mais possibilidades de participação", explica o representante gaúcho.
O presidente do partido de SC, Cláudio Vignatti, também ponderou algumas informações a respeito do projeto. "Há empresas que disponibilizam R$300 milhões para campanhas eleitorais. O partido estadual recebe um fundo partidário de R$ 20 mil, e é muito pouco, não se utiliza para campanhas. Nós estamos discutindo a implantação desse projeto de lei nacional, e estamos com um movimento de resistência para conseguir", aponta.
Além disso, o partido deve trabalhar na formação de blocos de esquerda, buscar fortalecer a sigla e não a figura política, e ainda discutir a maior participação das mulheres nas atividades, defendendo então a paridade. Estivem na mesa de imprensa também o prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon, Milton Mendes, Edna Benedet e o presidente do PT de Içara, Quintino Pavei.



