Eleições municipais
Salvaro afirma que tinha convicção na vitória de Vaguinho e dispara contra Guidi
O prefeito garantiu que poderia ter reivindicado o mandato de deputado federal
Por Rafaela Custódio
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O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), conseguiu eleger seu sucessor para comandar a cidade por mais quatro anos. Vagner Espíndola (PSD) recebeu 49,33% dos votos dos criciumenses em outubro e fará administração do municipal a partir de janeiro de 2025. Dois meses depois das eleições, o atual chefe do Poder Executivo criciumense voltou a falar do candidato Ricardo Guidi (PL), principal rival de Espíndola no pleito.
“Qual é a maior obra de um governo? É fazer o seu sucessor. E nós fizemos. Pelas qualidades do nosso candidato, pelas ações do nosso governo, pela articulação política de um grupo capitaneado pelo deputado Julio Garcia, por um governo capitaneado por Clésio Salvaro, com uma equipe muito comprometida, e por também termos um candidato preparado. Claro que, aliado a isso, também tivemos um candidato adversário que não estava preparado”, disparou.
Salvaro ainda explicou os motivos de não ter pedido o mandato de deputado federal de Guidi, quando ele deixou o PSD para se filiar ao PL. “Muitas pessoas perguntam: ‘por que não pedir o mandato do deputado Ricardo Guidi? A mudança de partido, no caso, nesse período em que o Ricardo mudou de partido, ele perderia o mandato. E todos apostavam em que nós íamos fazer o pedido. O mandato não é dele, o mandato é do partido. O suplente poderia pedir, não pediu. Depois, vem o Diretório Nacional, que transferiu a responsabilidade para o Diretório Estadual, que, por sua vez, consultou os líderes da cidade”, lembrou.
O atual prefeito garantiu que poderia pedir, mas não fez. “Sentamos eu, o Vaguinho, o Júlio Garcia e o Arleu da Silveira e nos questionamos: ‘vamos pedir o mandato? Não, não vamos pedir o mandato do Ricardo.' Porque a cidade precisa de um deputado federal. E falamos que Criciúma não precisava pedir o mandato do deputado Ricardo porque ele iria continuar como deputado federal [se referindo a derrota nas eleições]. Ele tem recursos para emendas e ele deve direcionar para a cidade de Criciúma”, explanou.
Para Salvaro, o seu grupo envolvendo Júlio Garcia, Vagner Espíndola e Arleu da Silveira poderiam ter tirado o mandato de Guidi. “Porque se essas pessoas que citei quisessem, era só pedir o mandato que ele não teria o mandato. Ele teria perdido o mandato de pronto. Era uma decisão política. Mas, só assim Criciúma não perdeu um deputado federal. Então ele que direcione bastante recurso para Criciúma, porque esta dívida ele tem com a cidade de Criciúma”, finalizou.



