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Santa Catarina é o terceiro estado com mais casos de trabalho infantil

Debate sobre o assunto ocorreu na Unesc com o curso de Direito

Por Redação Engeplus

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Foto: milena nandi

Santa Catarina é o terceiro estado no ranking de casos de trabalho infantil, atrás apenas do Maranhão e do Piauí e só em 2015, 169 acidentes de trabalho ocorreram com crianças e adolescentes. Os dados foram passados para estudantes do curso de Direito da Unesc, que na noite desta terça-feira, dia 28, debateram o assunto com a desembargadora do Trabalho, Maria de Lourdes Leiria, durante o Colóquio de Direitos Humanos e Sociedade.

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Na palestra, “Trabalho Infantil: Estímulo à Aprendizagem”, a desembargadora mostrou a situação de diversas crianças e adolescentes vítimas de acidentes em Santa Catarina e falou sobre ações para coibir a situação. “Não há equipamentos de segurança para crianças e adolescentes. E não existe porque elas não deveriam trabalhar. Elas não têm a noção do perigo que correm”, afirmou Maria de Lourdes, que também é corregedora do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região – Santa Catarina.

Segundo ela, ao menor de 16 anos de idade é vedado qualquer trabalho, apenas na condição de aprendiz, a partir de 14 anos. “Criança que trabalha não é feliz. Ela não sorri, não tem mais o brilho nos olhos. Além disso, o trabalho infantil tira as crianças da escola. Cansadas após longas jornadas, elas não conseguem ter ânimo para estudar”.

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Debate tem aumentado - De acordo com o juiz titular da Vara do Trabalho de Araranguá, Rodrigo Goldschmidt, é importante que debates como o realizado pelo Colóquio da Unesc se tornem cada vez mais frequentes. Já a representante do Ministério Público do Trabalho, Tais Bruch, lembrou que o trabalho infantil tira oportunidades das crianças e adolescentes e consolida a pobreza, criando mais obstáculos para a ascensão social e o crescimento das pessoas submetidas a ele.

Colaboração: Milena Nandi/Comunicação Unesc

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