Santa Catarina
Santa Catarina registra maior preço de carne suína para produtores em 2012
Por Redação Engeplus
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O preço da carne suína chegou ao maior já registrado durante o ano de 2012 em Santa Catarina. O pequeno produtor recebe cerca de R$ 3 por quilo e as indústrias (produtoras de leitão) recebem R$ 2,60, sendo que o custo de produção chega a R$ 3,1 para o primeiro e R$ 2,7 para o segundo. Com isso, os suinocultores estão se endividando.
De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz Lorenzi, não existe a previsão de que esse preço diminua até o final do ano. "Em janeiro pagávamos R$ 700 em uma tonelada de farelo de soja. Hoje pagamos R$ 1,5 mil. Houve um aumento de 110%. O produtor não está conseguindo chegar ao custo de produção, o que está inviabilizando a atividade", ressalta Lorenzi.
Adir Engel, presidente da regional Sul da ACCS, explica que a região conta com 550 produtores em oito municípios, mas alguns desistiram da atividade por ter se afundado em dívidas. "A maioria dos suinocultores produziam leite em sua propriedade, o que ajudou a manter a atividade. Alguns dos que não tinham essa produção extra precisaram abandonar a suinocultura", afirmou.
Engel acredita que no final do ano deve acontecer uma melhora nos lucros, já que a época é melhor para exportações e, geralmente, as famílias compram mais carne neste período. "Os lucros empatam com o custo de produção. O produtor precisa ter lucro para conseguir pagar as contas que a crise deixou, e só então os preços começarão a baixar", analisa o presidente.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Braço do Norte, Adriano Schurhoss, ressalta que a situação está ainda pior para os produtores que precisam deixar a produção em mãos de empregados. "Além das despesas trabalhistas, eles geralmente não cuidam como deveria ser. Então quem tem a mão de obra própria está conseguindo se manter melhor", acredita.
Lorenzi, que além de presidente da associação é também produtor de suínos, explica que está difícil de manter a propriedade e que a maior dificuldade está em conseguir comprar o milho e a soja para alimentar os animais. "Não temos condição de manter a produção e a propriedade, o que leva a um desânimo do setor. Todos os produtores se endividaram muito nesses últimos anos por causa da crise, acreditando que ela não seria longa e profunda. Agora não conseguimos saldar essa dívida e estamos com dificuldades para continuar as atividades", desabafa.



