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São Sebastião: do inferno ao céu no futebol amador

Por Redação Engeplus

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Um caso insólito pode estar acontecendo no futebol amador de Criciúma. O São Sebastião, rebaixado para a terceira divisão da Taça Cecrisa, está liderando a luta por uma vaga na elite do Regional da LARM. Jogar a Série C municipal e a Série A na região pode ser o fato curioso da temporada 2009 do clube. "Hoje reconheço que não teríamos condições. Mas se subirmos, vamos correr atrás de recursos", observou o presidente Manoel Merêncio.

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Conhecido como Nino na comunidade do São Sebastião, o dirigente é aposentado e comanda uma equipe cuja base está no bairro. "Complementamos com dois atletas do Naspolini e três da Santa Luzia", revelou. O São Sebastião terminou a primeira fase da Segunda Divisão da LARM em primeiro lugar, com 14 pontos, à frente de times com alto investimento, como Vila Isabel e Verdão. "Somos o clube com menos dinheiro entre os semifinalistas. Gastamos 300 reais por jogo", diz Nino.

Curiosamente, o time que lidera a segunda divisão é muito semelhante daquele que caiu para a terceira divisão municipal. "Faltava compromisso na época. Não tínhamos nem banco de reservas. Agora, todo mundo pega junto".No sábado, o São Sebastião visita o Grêmio Turvense, em Turvo, pela partida de ida da semifinal.

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Outro fato pouco comum está no banco de reservas. O técnico Diego, do São Sebastião, é filho do presidente do Verdão, rival do bairro e concorrente direto por uma vaga na primeira divisão da LARM. "Estamos torcendo por um clássico na final. Para isso, o Verdão tem que ganhar do Vila Isabel e nós passarmos pelo Grêmio. Se isso acontecer, vai ser uma grande festa aqui no bairro", comentou Merêncio.

Apenas o campeão da segunda divisão sobe, para ocupar a vaga do rebaixado Internacional de São Defende.

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