Operação Caronte
SAP rebate falas de Salvaro sobre tratamento na prisão: 'Não há distinção entre custodiados'
Prefeito reclamou dos procedimentos realizados na Penitenciária Sul de Criciúma
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A Secretaria de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) se manifestou na tarde desta sexta-feira, dia 1º, após as falas do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), sobre o tratamento recebido por ele na Penitenciária Sul, localizada no bairro São Domingos, em Criciúma. A unidade foi a primeira que Salvaro foi encaminhado após ser preso na segunda fase da Operação Caronte.
A nota da secretaria rebate as acusações feitas pelo prefeito e argumenta que os procedimentos adotados nas prisões seguem metodologias para garantir a segurança e integridade física dos detentos e dos policiais penais. O texto ainda ressalta que “não há distinção entre as pessoas custodiadas, independente de sua posição social ou crimes que tenham cometido”. Confira a manifestação da SAP na íntegra:
A Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) informa que todos os procedimentos realizados na condução de pessoas presas são amparados por metodologias utilizadas internacionalmente e levam em consideração justamente a segurança e a garantia da integridade física dos conduzidos e policiais penais responsáveis pela escolta.
Em tempo, esclarece que não há distinção entre as pessoas custodiadas, independente de sua posição social ou crimes que tenham cometido.
A SAP garante que todo o tratamento conferido às pessoas privadas de liberdade no âmbito de seus estabelecimentos penais está em acordo com os princípios básicos dos Direitos Humanos e está à disposição dos órgãos de fiscalização para quaisquer esclarecimentos.
Ao retornar para o cargo de prefeito de Criciúma nesta sexta-feira, Salvaro fez críticas à forma como foi tratado na penitenciária. Ele prometeu levar o assunto para a Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

“Não é possível acorrentar alguém, réu primário, alguém com residência fixa, acorrentar os pés, as mãos, jogar em uma sala fechada, trancada, e dizendo: 'Aqui tem três garrafas d'água e não tem água aqui [na cela]. Deixe a torneira aberta, porque a hora que vier água você enche a garrafa. E a água só vem das 11h30 ao meio-dia'”, relatou o prefeito em sua posse.
Salvaro comparou como foi tratado com os cuidados com um prisioneiro de alta periculosidade. “Depois, para audiência de custódia, me colocaram novamente algemado e acorrentado numa cabine e quase que ali eu enfartei, como se eu fosse o maior dos traficantes, um estuprador, alguém que não merece estar no convívio da sociedade”, acrescentou.
O prefeito ficou na unidade apenas até a realização da audiência de custódia. Após, foi transferido para o Complexo Penitenciário de Itajaí, onde disse ter sido bem tratado e onde ficou 23 dias detido até a sua soltura. Mesmo após a liberdade, ele ficou um período afastado das funções públicas, completando 58 dias sem poder ocupar a cadeira de prefeito.



