Insegurança
Segurança no Parque das Nações entra em discussão
Atualizada: A insegurança no maior ponto de lazer da cidade preocupa frequentadores e comerciantes locais
Por Redação Engeplus
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Atualização de matéria às 18 horas / A falta de segurança no Parque das Nações Cincinato Naspolini, no bairro Próspera, em Criciúma, é tema de uma reunião fechada, no Paço Municipal, entre o prefeito do município, Márcio Búrigo, a Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma (ASTC) e a administração do parque, às 15 horas desta quarta-feira. A insegurança no local é discutida na Câmara de Vereadores desde o ano passado, "puxada" pelo vereador Ricardo Fabris, que também estará presente na reunião.
Conforme Fabris, no último final de semana o maquinista da ferrovia do Parque das Nações foi agredido por um grupo de jovens. “O funcionário chamou atenção de adolescentes que usavam maconha na frente da réplica do Casa do Ferroviário, na entrada do parque, e foi agredido”, salienta.
“Qualquer usuário do local percebe a falta de segurança do parque. Anteriormente, os jovens consumiam maconha em pontos específicos, mas, agora, o consumo da droga é livre. Eles estão cada vez mais ousados”, avalia o vereador. Na noite dessa segunda-feira, como reportou o Portal Engeplus, três adolescentes de 17 anos e um rapazcom 18 anos foram levados à Delegacia de Proteção à Mulher e ao Adolescente após serem flagrados com um torrão de maconha. O grupo foi abordado pela Guarda Municipal, pois comercializava a droga no local. Já no último fim de semana, um jovem foi assaltado e teve sua roupa levada por um grupo de adolescentes.
O Parque das Nações, segundo Fabris, não pode perder sua característica e ser dominado pelos infratores. “É um espaço muito legal para a prática de atividades físicas, esportes, de lazer para toda região. Conheço pessoas que estão deixando de frequentar o local por causa da insegurança. Se nenhuma medida for tomada, a situação ficará incontrolável”, preocupa-se.
Fixação de Guarda - O administrador do Parque das Nações, José Carlos de Oliveira, afirma que algumas ideias para solução da falta de segurança serão discutidas com a direção da Fundação Cultural de Criciúma (FCC) e levadas para a reunião desta tarde. Oliveira acredita que 90% do problema será resolvido com a fixação de uma unidade física da Guarda Municipal no parque.
“Atualmente, com toda estrutura, das 8 horas às 17 horas não é preciso a presença dos guardas no parque, pois os funcionários que atuam no local acionam os profissionais quando necessário. Queremos a segurança fora do horário comercial, que são os horários de maior movimento, onde realmente a população frequenta o espaço”, ressalta. Os horários de maior movimento são de segunda-feira a sexta-feira a partir das 18 horas. Já nos fins de semana, o movimento aumenta a partir das 14 horas.
Falta de equipamento - Segundo o superintendente interno da Guarda Municipal de Criciúma, Leonardo Mastella, nos períodos de maior movimento, entre dois e seis guardas fazem a segurança do local. Mastella acrescenta que será levada para a reunião desta tarde a necessidade de equipamentos para que os guardas possam estar seguros para enfrentar os jovens infratores. “Os profissionais contam, atualmente, com spray de pimenta e tonfa (cacetete). Seria necessário a utilização de mais armamento, bem como colete balístico. Alguns guardas não contam com este equipamento de segurança. Estamos dispostos a ajudar na segurança, mas também precisamos de segurança para trabalhar”, considera. Ao total, Criciúma conta com 77 guardas municipais.
De acordo com Búrigo, após a reunião da tarde desta quarta-feira, um plano de ação de segurança comunitária é construído com a Polícia Militar e a Guarda Municipal. A partir de agora, de segunda-feira a sexta-feira a Guarda Municipal estará presente após as 18 horas no parque, horário em que aumenta o volume de frequentadores, e, nos finais de semana, partir das 16 horas.



