Santa Catarina
Sem assinaturas necessárias, abertura da CPI do cão Orelha não acontece e propositor se manifesta
Documento precisava de 15 apoiadores, porém apenas 13 parlamentares assinaram
Por Rafaela Custódio
2 min de leitura

A abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis inconsistências na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, não será realizada. O propositor, o deputado estadual Mário Motta (PSD), se pronunciou neste domingo, dia 28, lamentando não ter conseguido o apoio necessário e afirmou que não deve mais tentar.
“Busquei me blindar de eventuais ações jurídicas e novas intimidações, mas também falar a verdade a quem me conhece há décadas e construiu comigo uma relação de companheirismo na televisão. Sim, estou emocionado e abatido, porque não é fácil lidar com situações como essa, mas não quero me acostumar. Prefiro sofrer do que perder a sensibilidade e o chamado da sociedade e do povo”, escreveu nas redes sociais.
O parlamentar voltou a afirmar que o objetivo da CPI não é apontar culpados ou realizar pré-julgamentos. “Não estamos falando de caça às bruxas, tampouco perseguição. É justamente o contrário. Queremos dar a oportunidade para os envolvidos nas investigações justificarem o arquivamento do caso. Existe um relatório de quase 170 páginas em sigilo de Justiça, laudos que se contradizem e declarações públicas que nos fazem questionar diversas decisões”, completou.
Em maio, o juízo da Vara da Infância e Juventude da Capital arquivou o caso após concluir que os adolescentes investigados e o cão Orelha não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão e que o animal sofria de grave doença preexistente. Conforme o laudo, não foram constatadas fraturas ou lesões compatíveis com ação humana.
Conforme Motta, no primeiro momento, ele conseguiu 15 assinaturas. “Duas foram retiradas pelos parlamentares Jesse Lopes (PL) e Rodrigo Minotto (PDT). Eles têm amparo legal para tomar essa decisão, e isso deve ser respeitado. Mas faço questão de deixar muito claro, especialmente para as poucas pessoas que possam imaginar o contrário: eu não ajudei nesse processo de arquivamento. Ao contrário, fiquei decepcionado com pessoas com quem mantenho uma boa relação”, escreveu o deputado. Confira abaixo o vídeo completo:



