Servidores do TJ-SC seguem mobilizados pela aprovação do novo PCS
Em Criciúma, somente os serviços de urgência estão sendo realizados
Por Marcelo de Bona - marcelodebona@engeplus.com.br
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Em greve desde o último dia 9 de abril, os servidores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) continuam firmes na mobilização pela aprovação do novo Plano de Carreira e Salário (PCS) da categoria. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina (Sinjusc) solicita ainda 16% de aumento salarial. Enquanto o Pleno do Tribunal sinalizou para um incremento de 8,17%, mais 16% de reajuste no auxílio-alimentação, além de 1,83% de aumento real por intermédio de um projeto de lei encaminhado à Alesc.
No Estado, cerca de sete mil servidores, das 113 comarcas, estão com os braços cruzados. Atualmente, no Fórum de Criciúma, somente os serviços de urgência estão sendo realizados. “Estamos com 93 funcionários em greve, de um total de 130 servidores, incluindo os que estão em férias e afastados para tratamento de saúde. Então, hoje não tem 20 funcionários trabalhando. A situação está bem precária. Mas o essencial está sendo feito, como réu preso. Pedimos desculpa à população, mas estamos sem aumento desde 2001”, ressalta Andréia do Nascimento Viana, uma das líderes do movimento grevista em Criciúma.
Nesta segunda-feira, às 13 horas, haverá uma nova assembleia em frente ao TJSC, em Florianópolis. Na ocasião serão analisadas as propostas apresentadas pelo TJSC, e discutido o retorno ao trabalho ou a continuidade da greve.
“A posição da comarca de Criciúma é pela manutenção da greve. O tribunal oferece apenas 10% de reposição salarial. Além de 16% de aumento no auxilio alimentação, o que daria R$ 160 de aumento. Só isso. Eles também se comprometeriam apenas a fazer um provável estudo do nosso plano de cargos e salários, após 15 dias depois do fim da greve. Mas como vamos confiar no tribunal, se em 2009 havia a promessa do PCS ser implantado, e no último dia do ano foi arquivado. Fizemos uma reunião junto com o pessoal de Araranguá e decidimos por não voltar ao trabalho. Tivemos o corte de 30% no salário neste mês em função dos dias de greve. Mas vamos acatar o que a categoria decidir na segunda-feira. Porém, se chegarmos a voltar, será em estado de greve e voltaremos à greve em 15 dias. Porque o tribunal não negocia”, observa Andréia.
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