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Servidores públicos rejeitam proposta e decretam estado de greve
Por Redação Engeplus
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Os trabalhadores da prefeitura de Criciúma estiveram reunidos na noite dessa quinta-feira, dia 11, no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp). A reunião ocorreu para votar a proposta apresentada pela Administração Municipal referente ao reajuste salarial e a retirada de direitos dos profissionais.
Em torno de 700 servidores estiveram presentes, número considerado histórico pela presidente do Siserp, Jucélia Vargas. Destes, apenas dois votaram a favor da proposta apresentada, sendo que os demais se posicionaram contrários.
Mediante a negativa, os servidores decretaram estado de greve e estão abertos para o diálogo com a prefeitura nos próximos dias. Caso nenhuma contraproposta seja apresentada pelo município, a próxima reunião marcada para o dia 22, às 18h30, definirá o dia em que os servidores iniciarão a greve.
Os valores
O sindicato pede um reajuste de 8,3% para todos os servidores, porém, a prefeitura oferece 7,64% para o magistério e 4,57% aos demais profissionais. “Ou seja, é apenas a inflação. Além disso, o prefeito quer cortar a bolsa graduação de 80% para 40% e da pós-graduação de 50% para 25%”, detalha Jucélia. A prefeitura também propõe o corte na licença maternidade de 180 para 120 dias, além de retirar o abono férias.
“Esta redução da licença ocorre no momento em que a prefeitura lança uma campanha de amamentação até os seis meses, uma total contradição. Mediante estes cortes, que são conquistas de muitos anos, os profissionais saíram indignados da reunião. Estes valores já estão no orçamento da prefeitura e não tem o porque retirá-los”, destaca a presidente do sindicato.
O castelo do prefeito
Jucélia frisa que nos próximos dias, o sindicato dialogará com a sociedade e com os vereadores. “O que estamos vendo é um prefeito preocupado em reconstruir a prefeitura, mas que não se preocupa com os servidores, com a população, com políticas públicas de verdade. A preocupação é reconstruir o seu castelo e não com a falta de remédios em alguns postos e escolas deterioradas”, exemplifica.



