Criciúma
Setor Químico realiza rodada de negociação
Primeira reunião terminou sem acordo entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores
Por Redação Engeplus
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Nesta segunda-feira aconteceu a primeira rodada de negociação entre os representantes dos sindicatos Patronal e dos Trabalhadores do setor químico. Com data base no mês de novembro, as duas partes buscam definir os índices de reajustes para os trabalhadores do setor.
O presidente do Sindicato das Indústrias Químicas do Sul de Catarinense (Sinquisul), Edilson Zanatta, começou o encontro falando do cenário econômico com as empresas enfrentando dificuldades com a queda de produção de toda cadeia que envolve o setor químico.
Zanatta explicou que em 2016 praticamente não houve admissões e as empresas fizeram um esforço para manter o quadro atual. Ele apontou que o setor moveleiro teve queda de 40%, o automotivo de 20% e o de setor de frotas de 40%, todos os setores para os quais as empresas de tintas são fornecedoras. Embasados pelo cenário, os empresários ofereceram 7% de reajuste, com parcelamento em duas vezes. O piso salarial também receberá reajuste de 7%. Trabalhadores com salários maiores, pela proposta patronal, fariam negociações em separado do que exceder R$ 4,8 mil.
Os representantes do sindicato dos trabalhadores rejeitaram a proposta e fizeram uma contraproposta de 8,5% (referente ao INPC do Período) e mais 1,5% de ganho real, sem que ocorra o parcelamento e os valores sejam aplicados a partir do dia 1º de novembro.
“É uma proposta absurda. Nem vamos convocar assembleia da categoria para avaliar uma proposta como esta, vamos continuar negociando. O Brasil pode estar enfrentando uma crise, mas ela não existe por conta dos trabalhadores e não são eles que devem pagar esta conta”, avalia Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região.
Como não houve acordo entre as duas partes nesse encontro, uma nova rodada de negociação foi marcada para o dia 2 de dezembro com o objetivo de firmar nova convenção coletiva da categoria, que ocupa perto de 3 mil postos de trabalho em cerca de 100 empresas na região sul catarinense.



