Sindicato dos Mineiros: possível fraude na cobrança de consultas é alvo de investigação

Será apurado esquema que o número de atendimentos feitos por meio de convênio com a prefeitura é inferior ao que foi informado

Por Daiana Carvalho - daiana.carvalho@engeplus.com.br

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Sindicato dos Mineiros: possível fraude na cobrança de consultas é alvo de investigação
Foto: Leandro Ângelo Gabriel/Sindicato dos Mineiros

O delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, José Tadeu Vargas, instaurou um inquérito civil para investigar um possível esquema de fraude na cobrança de consultas feitas através da clínica do Sindicato dos Mineiros por meio de convênio com a Prefeitura Municipal de Criciúma. “Há o indício de que o número de consultas era aumentado sem que elas tivessem sido realizadas. A investigação foi iniciada para apurar o caso, verificar a responsabilidade da direção antiga e onde ocorria a fraude”, relata o delegado.

Conforme o presidente da diretoria provisória do Sindicato, Djonatan Mafei Elias, a possível fraude foi identificada após os integrantes da nova diretoria iniciarem a revisão dos arquivos da antiga direção. “O número de atendimentos informado nas Boletim de Produção Ambulatorial (BPAs), era de 380, 400 atendimentos mês para cada especialidade, enquanto cada médico fazia 80 atendimentos por mês”, explica.

Atualmente, a Clínica Médica do Sindicato conta com quatro profissionais que atendem especialidades diferentes: pediatra, ginecologia, dentista e clínica geral. Segundo Elias, nos relatórios constam que a clínica contava com dois dentistas e com atendimento pediátrico, mesmo em um determinado período em que Sindicato estava sem profissional contratado para a função. “As BPAs não eram assinadas pelos médicos”, destaca.

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Para ocorrer o repasse do reembolso as BPAs deveriam estar assinadas pelos médicos reponsáveis. A equipe de reportagem do Portal Engeplus contatou com o atual secretário de saúde de Criciúma, Paulo Conti, para saber como era feito o controle das guias, mas Conti preferiu não se pronunciar. "Prefiro não me manifestar. Eles que resolvam a briga deles", disse.

Parte da documentação necessária para a investigação já foi anexada a pasta da investigação. Outros documentos serão solicitados ao longo dos trabalhos. “Vou requisitar. Isso não tem como não estar registrado”, frisa o Vargas.

Relembre o caso - O Sindicato dos Mineiros é alvo de uma Ação Civil Pública instaurada pelo Ministério Público do Trabalho que foi desencadeada após a reivindicação de um grupo de trabalhadores da empresa Cooperminas, que não estava contente com a gestão da época e com a falta de prestação de conta das movimentações feitas pela direção do Sindicato. Um dos principais itens relatados ao MPT foi a não divulgação da realização do processo eleitoral, que estava em andamento, para que chapas oponentes a que estava no comando pudessem ser inscritas.

Em assembleia a antiga diretoria foi destituída e uma diretoria provisória foi eleita para comandar o Sindicato. No dia da posse os integrantes da antiga diretoria permaneceram dentro da sede do Sindicato e tentaram contabilizar os votos do processo eleitoral que estava em andamento. Depois de intervenção da Polícia Militar (PM), a diretoria provisória assumiu o comando do Sindicato e deu início a um novo processo eleitoral, de acordo com o que foi deliberado em assembleia.

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