Situação financeira
Situação financeira é a maior dificuldade no primeiro mês de governo de Búrigo e Coral
Prefeito e vice apostam no trabalho em grupo com os secretários, considerados os subprefeitos da cidade
Por Redação Engeplus
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Em entrevista ao Portal Engeplus na manhã desta terça-feira, o prefeito e o vice de Criciúma, Márcio Búrigo (PP) e Verceli Coral (PSDB), respectivamente, avaliaram seus primeiros dias de governo. O prefeito aposta no trabalho em grupo com os secretários, considerado os subprefeitos da cidade. Búrigo saiu da ocupação de vice-prefeito para prefeito de Criciúma após as indefinições jurídicas nas eleições de 2012. “Tinha uma noção clara das atribuições do prefeito, mas não tinha o comando em minhas mãos, apesar do vice-prefeito ser uma pessoa muito próxima”, conta.
Durante a conversa com a equipe de jornalismo, o prefeito apontou a situação financeira da prefeitura como a principal dificuldade dos primeiros dias de governo. “A queda brusca na arrecadação nos levou a tomar algumas medidas, que todos sabem (referindo-se às demissões e demais cortes financeiros). Isso foi para controlar o fluxo de caixa da prefeitura. Hoje, ao mês a arrecadação é de R$ 20 milhões”, explica o prefeito. Estima-se que mais de 200 pessoas foram demitidas no Paço Municipal nas últimas semanas.
Ele acrescenta que contribuíram para a medida a redução da fatia do Fundo de Arrecadação dos Municípios (FPM), o recurso de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Com as arrecadações limitadas, a prefeitura teve que compensar as despesas. “As atitudes tomadas não foram pensando em corte de pessoas, mas sim visando chegar a um percentual estabelecido de corte de gastos, uma redução de aporte de recursos. Daqui a pouco, essa quantia vai voltar para a prefeitura e investimentos na cidade”, salienta.
Por enquanto, até que se ajuste as finanças, explica o prefeito, a população não verá investimentos da prefeitura. O desenvolvimento da cidade, de fato, nessa administração, poderá ser notado a partir do próximo ano, quando a sobra no fluxo de caixa chegar a pelo menos 5%. Até lá, não serão abertas novas frentes de despesas como convênios que exijam a contrapartida do município. “Estamos construindo ações para o futuro, mas após essa transição Criciúma vai voltar a ser um canteiro de obras”, comenta.
Entretanto, Búrigo nega que as demissões no Paço Municipal tenham sido o reflexo de uma máquina pública saturada. “Todas as pessoas que saíram estão fazendo muito falta. Anteriormente, tínhamos cinco mil crianças nas creches, hoje temos dez mil. Temos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), ou seja, precisamos de pessoas para cuidar disso tudo”, pontua. A meta, explica, é enxugar R$ 1 milhão por mês seja nas demissões de funcionários ou nos gastos diários em serviços.
Conclusão de obras - Búrigo e Coral reforçam o discurso de campanha de concluir todas as obras iniciadas na gestão passada. “Também queremos concluir todas as obras em andamento, como a Via Rápida, o Anel de Contorno Viário, obras que têm o envolvimento também da prefeitura de Criciúma”, destacam. Viabilizar os Hospital Infantil Santa Catarina e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Próspera é outra meta a ser alcançada pela administração.
“Vamos até o Ministério da Saúde para podermos conveniar e colocar em prática estas unidades de saúde, pois temos que desafogar o Hospital São José. Isso é uma das principais necessidades da população”, avalia Búrigo. Nesta quarta-feira, o prefeito estará reunido com o governador do Estado, Raimundo Colombo, com quem também vai tratar deste assunto. Em relação aos criciumenses, segundo Márcio, a receptividade nas ruas está com a mesma característica da campanha eleitoral. “A população nos tem nos cobrado, mas tem nos compreendido”, finaliza.



