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Tati Teixeira: Construção da eleição de 2016 partiu de Florianópolis
Ex-vereadora foi a entrevistada da semana no programa Direto ao Ponto
Por Redação Engeplus
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Pré-candidata a deputada estadual, a ex-vereadora Tati Teixeira foi a convidada do programa Direto ao Ponto, com Nícola Martins, nesta semana e revelou que, enquanto esteve no PSD, sentiu-se podada. “Algumas vezes fui. Não vou entrar em detalhes, inclusive muitas vezes em minha atuação parlamentar. Alguns pedidos que me foram feitos e que me posicionei contrariamente a esses pedidos. Talvez a situação que eu passei em 2016 seja uma consequência de dizer não”, disse Tati.
Hoje no PPS, Tati foi candidata a vice-prefeita de Criciúma na chapa encabeçada pelo deputado estadual Claiton Salvaro (PSB), que desistiu da disputa dias antes da eleição, sem chance para mudança na chapa, o que muito marcou aquele momento. Logo no início da entrevista, Tati diz que não acredita ter errado na estratégia em 2016. “Não houve erro individual, porque não houve decisão individual (...) A construção da eleição de 2016 partiu de Florianópolis”, salientou.
Na eleição de 2016, PSD e PSB coligaram em diversos municípios e Tati acha que o correto era o PSD ter insistido por candidatura própria à Prefeitura. “Em 2016, queria uma candidatura própria a prefeita. Essa era a minha vontade. Mas não adianta ser a minha vontade, tem que ser uma vontade coletiva. Vi que, naquele momento, não que os líderes do partido não queriam, eles queriam”, ressaltou. “Mas havia um contexto de estratégia estadual, que hoje a gente sente uma linha. Eu não consegui naquele momento fazer uma avaliação, só consigo fazer hoje, mas o que aconteceu em 2016 já era uma preparatória para essa disputa de poder que está acontecendo no PSD”, completou.
Primeira mulher a presidir a Câmara de Vereadores de Criciúma, Tati é contra a cota de 30% para mulheres candidatas, mas considera uma cota para mulheres serem eleitas. “Eu sou contrária à cota de 30% para mulheres serem candidatas. Comecei minha vida política sendo uma ‘laranja’, um tampão. A questão do 30% na candidatura só faz com que as mulheres sejam usadas, porque não tem essa representatividade depois. Eu acredito que a discussão de que a gente possa ocupar esse percentual, realmente, com mandato, é um debate importante e eu considero como positivo”, concluiu.



