Tatuagens agora valorizam filhos

Por Ariadne Niero - ariadne.niero@engeplus.com.br

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Tatuar o nome dos filhos no corpo está em alta. Que o diga tatuadora Alessandra Topanotti, 36 anos, a Lê ,como é conhecida.

Das clientes que vão ao seu estúdio no bairro Michel, 70% aderiram à moda. Até quem nunca pensou em deixar uma marca na pele resolveu se submeter às agulhas.

Como Patrícia Perucchi, 26 anos. O pequeno Davi só tem quatro meses, mas ganhou nesta semana uma homenagem da mãe.

Patrícia nunca se imaginou tatuada. Depois de vencer o medo de sentir dor, rendeu-se à arte. Saiu do estúdio realizada com o Davi marcado para sempre próximo de sua nuca. E ainda disse que nem sentiu nada.

As mulheres são assim mesmo, segundo Lê. Gostam de traços delicados e desenhos pequenos. Quando não são os nomes da prole, são bonecas, fadas, estrelas, flores e borboletas emoldurando os corpos. Sempre pequenas e coloridas. Muito coloridas. E além da nuca, os ombros e tornozelos são as preferências.

“As mulheres gostam tanto que sempre voltam para fazer mais uma”, destaca ela que aderiu à profissão há sete anos e garante que é mito aquela velha história de que o número de tatuagem no corpo precisa ser ímpar para trazer sorte.

Filha da artista plástica criciumense Iêda Topanotti, Lê, que é advogada, comenta que cresceu com o estímulo para a arte dentro de casa. “Nunca planejei ser tatuadora, mas enxerguei o negócio como um nicho de mercado”, conta ela, hoje, uma referência em Criciúma.

Para uma tattoo média, ela leva até uma hora para finalizar e a partir de R$ 60 é possível sair do estúdio com um desenho adornando alguma parte do corpo. Os homens preferem tatuar os braços. Sempre desenhos grandes e nem sempre os traços recebem cores.

Alessandra não cansa de dizer que a higienização do local de trabalho é um dos fatores que mais dão credibilidade junto à clientela. “Quem fizer uma tattoo precisa exigir do profissional que abra todo o material na sua frente. Tudo precisa ser descartável”, aconselha ela que até coleta seletiva de lixo adotou no estúdio.

“Nada vai para o lixo comum. Para isso utilizamos o mesmo sistema de hospitais”, diz . Lê fez sua primeira tatuagem aos 20 anos e não deixou de lado, claro, a oportunidade de tatuar o nome de seus dois filhos no braço: Luísa e Pedro.

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