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Uma História de Centenas de Milhões de Anos

Por Redação Engeplus

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Uma História de Centenas de Milhões de Anos

"Há algum tempo tenho ouvido muito, de diversas pessoas, sobre a relação do carvão com a história de Criciúma e sua economia, uma relação de aproximadamente 100 anos. Um período de tempo ínfimo e quase insignificante no processo de formação desse carvão que vem ocorrendo há pelo menos 250 milhões de anos.
A grande história desse carvão tem origem no período Permiano (290-251 milhões de anos no passado) através da decomposição parcial da vegetação densa de pântanos que cobriam essa região num momento que a América do Sul pertencia a um supercontinente chamado Gondwana (como mostra a ilustração).

Esses pântanos constituíam-se de planícies alagadiças próximas a regiões litorâneas na qual dominava a flora de Glossopteris, ou seja, uma vegetação em que sobressaiam árvores de quatro a seis metros de altura com folhas largas e grandes com formatos de lança ou língua. Deslumbrantes fósseis de folhas e galhos dessa flora podem ser observados no teto da mina de visitação Octavio Fontana e troncos fossilizados no Departamento Nacional de Produção Mineral com sede em Criciúma.
Os vegetais desses pântanos foram soterrados e começaram a passar por um processo lento de decomposição e compactação com atuação da pressão e da temperatura interna do planeta, a carbonificação. Esse processo leva ao enriquecimento em Carbono, ocorrendo perda gradual de Oxigênio e água do sistema para o ambiente. Quanto mais tempo durar esse processo maior será a perda desses componentes e melhor será a qualidade do carvão.

O nosso carvão não constitui somente uma fonte energética, mas sim um tesouro com um valoroso registro da vida antiga na região".

Maurício Thadeu Fenilli de Menezes, graduando em Geologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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