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Urussanga: acusação de fura-fila contra Luan Varnier vai ao plenário

Membros da CIP aprovaram a continuidade da denúncia

Por Lucas Renan Domingos

4 min de leitura

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Foto: Câmara de Vereadores de Urussanga/Divulgação

A cassação do mandato do vereador de Urussanga, Luan Varnier (MDB) será votado em plenário. Na tarde desta sexta-feira, dia 29, os membros da Comissão de Investigação e Processante (CIP) votaram pela continuidade da denúncia. O relatório está em sigilo.

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O relator da CIP, o vereador Barreto (MDB), votou pelo arquivamento do processo. Camisinha (PL), membro da comissão, opinou pelo encaminhamento do relatório para a apreciação dos nove parlamentares da casa. Com o empate e por ser o presidente da CIP, o vereador Zé Bis (PP) precisou votar e se manifestou a favor do prosseguimento da denúncia.

Sem apresentar detalhes da denúncia, Bis justificou seu posicionamento. “Apesar dos votos divergentes na CIP, eu penso que a cassação de um vereador precisa ser analisado por todos os vereadores. Não podemos decidir apenas dentro da comissão”, disse.

Procurado, o vereador Barreto afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto enquanto não for finalizado o julgamento. O vereador Camisinha não atendeu as ligações da reportagem. Para a cassação ocorrer, é preciso pelo menos cinco votos favoráveis dos nove vereadores. O presidente da Câmara de Vereadores só vota em caso de empate.

Presidente precisa pautar votação

O assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Urussanga, Filippe Possamai explicou que, com a aprovação na CIP, o relatório agora precisar vencer etapas para ser colocado em votação. O presidente da comissão encaminhará ao presidente do Legislativo de Urussanga, o vereador Ademin Bonomi (MDB), o Datcho, um ofício solicitando que o julgamento seja pautado.

“Ele precisa colocar em votação no prazo previsto para a conclusão da CIP, que é de 90 dias. Caso não paute, poderá ser responsabilizado”, informou o assessor jurídico.

Votação em plenário deve acontecer no dia 11 de setembro - Foto: Câmara de Vereadores de Urussanga/Divulgação

Varnier foi denunciado por supostamente ter permitido que um paciente furasse a fila de consulta com oftalmologista enquanto ainda era o secretário de Saúde do município.

Além da CIP, um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado na Prefeitura de Urussanga. Em documento encaminhado para a comissão na Câmara de Vereadores e que vazou, os membros do PAD não indiciaram o vereador.

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Pedido de nova CIP

Além da CIP que apura a suposta fura-fila, um novo pedido de investigação foi protocolado contra no Legislativo contra Varnier nessa quinta-feira. Desta vez, o advogado Luciano Schimidtz, acusa o parlamentar do MDB de ter quebrado o decoro parlamentar.

O documento está baseado em um áudio vazado pela TV da Câmara de Vereadores de Urussanga. Enquanto a transmissão da sessão do dia 26 de agosto ainda não havia iniciado, foi possível ouvir uma pessoa dizendo. “Não pensa que eu sou o Gustavo, hein. Comigo o bicho pega. Eu não tenho medo, não. Tô f**** mesmo. Pra eu encher de porrada nessa boca é dois toques. Vão me cassar daí por agressão ao idoso".

Conforme Schimidtz, a voz seria do vereador e as ameaças teriam sido realizadas contra um jornalista, de 73 anos. “Luan já responde uma CIP pelo caso do fura-fila e ameaçou o jornalista justamente por este ter emitido sua opinião sobre o assunto. Não é aceitável que um represente do povo se comporte desta forma dentro do parlamento”, afirmou o advogado.

Vereador se manifesta

Em nota, o vereador Luan Varnier alegou que a “a verdade já foi estalecida” com o não indiciamento dele no PAD e defendeu que não houve partição dele “em qualquer ato de favorecimento indevido”. Por fim, o parlamentar classificou as denúncias como perseguição.

“O processo eleitoral se encerrou em 2024, mas para alguns ele ainda não
acabou, a derrota não é aceita. O que acontece nesse momento é que a vontade popular expressa nas urnas em 2024, quando fui eleito o vereador mais votado do município, está sendo colocada em xeque por interesses menores, revanchismo pessoais contrários ao espírito democrático”, disse. Confira a nota completa abaixo.

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