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Venda de PCs no país supera previsão do IDC em 2005 e mercado cinza cai 13 pontos

Por Redação Engeplus

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SÃO PAULO - As vendas de microcomputadores (de mesa e portáteis) no Brasil em 2005 superaram todos os recordes dessa indústria e até as previsões do International Data Corporation (IDC), que em setembro sinalizava que ficariam em 5,2 milhões de unidades. O país vendeu ao todo 5,5 milhões máquinas, conforme informações divulgadas há pouco pelo instituto.

Os índices do chamado "mercado cinza", de máquinas sem marca e montadas com peças muitas vezes contrabandeadas, mostrou recuo importante, de 13 pontos percentuais. Esse segmento respondia por 74% das vendas no final de 2004, mas em dezembro de 2005 já era de 61%, a primeira queda significativa em 10 anos de pesquisas do IDC.

Os fatores que mais pesaram nesse movimento, que equivaleu a um salto de 36% sobre as vendas de 2004, foram a queda do dólar frente ao real e as medidas de incentivo anunciadas pelo governo no programa Computador para Todos, que garante isenção de PIS/Cofins para microcomputadores de até R$ 2.500 e notebooks de até R$ 3 mil.

"A baixa do dólar foi fundamental para a oferta de PCs com preços atraentes, inclusive tornando mais acessível para o bolso do brasileiro a aquisição de notebooks", diz Mauro Peres, diretor da consultoria, em comunicado distribuído à imprensa.

Ele lembra que a participação dos portáteis ainda é baixa no Brasil, de cerca de 5% do total das vendas, enquanto no Japão, por exemplo, é de 50%. Aqui, diz Peres, "os notebooks custam quase o dobro dos desktops, tornando a compra mais restritiva. Porém, não há como negar que a migração para notebooks já é uma realidade no Brasil. Foram vendidas 275 mil unidades de notebooks no ano passado, representando uma alta de 47%. E esse crescimento é significativo", afirma o executivo.

Os incentivos governamentais também garantiram que o varejo fosse o canal que mais vendeu em 2005, sendo responsável por 15,6% dos 5,5 milhões de PCs comercializados. Além da isenção de PIS/Cofins, o governo criou linhas de financiamento para as redes de varejo que tivessem máquinas de até R$ 1.400 equipadas com o sistema operacional Linux.

Em 2004, o Brasil já havia vencido o patamar dos 3 milhões de microcomputadores vendidos por ano, marca dos dois exercícios anteriores, e atingido 4 milhões, entre notebooks e os computadores de mesa. Foi o melhor desempenho desde 2000.

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