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Vendas não caem, mas preços deverão diminuir

Supermercados da região ainda não sentem reflexos da Operação Carne Fraca

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

A venda de carnes não sofreu qualquer abalo nos últimos dias nos supermercados de Criciúma e região por conta das denúncias envolvendo irregularidades com o produto no Brasil, a partir de investigações da Operação Carne Fraca da Polícia Federal.

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“A nossa carne vem do Mato Grosso, de regiões livres de problemas, nenhum frigorífico citado tem qualquer relação direta com nossos fornecedores”, explica o vice-presidente regional Sul da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Nazareno Dorneles Alves.

Ele cita que os varejistas da região empregam duas formas de comercialização de carnes. “Há aquelas a vácuo, inspecionadas e vendidas pela maioria absoluta das redes, que já vem com o selo das marcas nacionais, e há os casos de duas redes que compram as carcaças saudáveis, de bois da melhor qualidade, e embalam com marcas próprias de seus frigoríficos”, relatou Dorneles.

Não há
queda nas vendas

Os dados das vendas nos últimos dias nas lojas de Criciúma e região apontam para estabilidade. “As pessoas não estão deixando de consumir”, reforçou o vice-presidente. A Acats distribuiu uma carta aberta a lojistas e clientes realçando a qualidade dos produtos oferecidos.

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“São produtos certificados nas mais rígidas normas, e Santa Catarina é o estado com mais barreiras sanitárias do Brasil, somos diferenciados”, argumentou Dorneles. A mesma interpretação cabe para o mercado de carnes de aves e suínos. “Não há razão para desespero. Nossa carne é boa e confiável”, enalteceu.

Os preços
deverão diminuir

Há uma expectativa para possível redução de preços nos próximos dias. A diminuição das importações das carnes brasileiras, já sinalizadas pelos países que anunciam embargos ao produto, tais como Japão, Chile e México. “Com menos exportação, haverá sobra no mercado interno, e imaginamos que o preço possa cair a partir da semana que vem. Mas é difícil estimar de quanto será essa queda”, comentou o representante da Acats.

Ele lembrou o impacto negativo que a queda nas exportações poderá acarretar para os produtores brasileiros. “Os pequenos e médios produtores, que dependem dessas vendas, terão que migrar para outros nichos. Estamos muito preocupados, mas imaginamos que seja um impacto passageiro, e que logo o mercado vá se recuperar”, concluiu.

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