Proposta
Vereador de Araranguá solicita estudo para implantação de travessia elevada na BR-101 próximo à escola
Parlamentar tenta diálogo com a concessionária para avaliar demanda

A Câmara de Araranguá aprovou o envio de um expediente à CCR ViaCosteira pedindo a realização de estudo para a implantação de uma travessia elevada ou passarela sobre a BR-101, próximo à Escola de Educação Básica (EEB) Operária. O requerimento, de autoria do vereador Márcio Pereira da Silva (PSD), o Mano, foi aprovado na sessão ordinária dessa segunda-feira, dia 10.
Segundo Silva, as medidas já são solicitadas pela comunidade local e pais de alunos há mais de 10 anos. “A EEB Operária é uma escola estadual e tem pelo menos 500 alunos, somando manhã e tarde. Desde que houve o desvio da BR-101, os moradores reclamam”, afirmou.
Silva ainda reforçou os riscos aos quais os alunos estão expostos, como a falta de iluminação. “Tudo isso é um agravante. Crianças passam por lá todo dia e correm risco de sofrer um acidente. Infelizmente, as pessoas não respeitam as leis de trânsito. O tráfego está muito perigoso e as pessoas mal-educadas. Esse pedido é uma maneira de evitar que uma mãe chore por um filho”, destacou.
O vereador também pontuou que, com a aproximação da instalação da Baly na cidade, o movimento de automóveis nas proximidades da escola terá um aumento, e criticou a CCR ViaCosteira, empresa responsável pelo trecho, afirmando que a instituição não presta auxílio o suficiente para a região.
“Nós gostaríamos que eles nos respeitassem mais, tanto nós, vereadores, quanto a cidade. Eu não sou o primeiro a enviar expedientes a eles. Outros colegas já mandaram, mas muitos foram ignorados”, argumentou.
Silva afirmou que os vereadores Diran Drewke (PP), Douglas Michels (PP), Juliandro Jacques (Republicanos), Donizete Martins da Rosa (União Brasil), o Dédo, Pedro Paulo de Souza (MDB), o Paulinho Souza, e Joel Casagrande (MDB) já enviaram projetos à CCR, mas não tiveram resposta.
“Muitos têm diversas propostas para as regiões da Polícia Rodoviária, Sanga da Areia, Sanga da Toca, mas a ViaCosteira não dá um retorno, não conversa sobre o assunto. Essa falta de diálogo é um tema recorrente na câmara”, finalizou.
A reportagem entrou em contato com a CCR ViaCosteira sobre dados de veículos e acidentes na região e a empresa afirmou que levantamentos e indicadores são realizados em trechos operacionais mais amplos da BR-101 concedida. A empresa também destacou que obras, melhorias e intervenções realizadas são definidas e executadas com base em critérios técnicos e regulatórios.
Quanto às reclamações do vereador, a ViaCosteira afirmou que todas as solicitações devem ser feitas através de ofício pelo email cedoc.viacosteira@motiva.com.br ou ouvidoria.viacosteira@motiva.com.br. “Os expedientes geram ofícios que devem ser encaminhados para concessionária. Cada email enviado é gerado um número de protocolo e com este protocolo conseguimos consultar. Todos os órgãos públicos têm total acesso com a concessionária através deste contato de e-mail, pelo 0800 ou então com o responsável pelas Relações Institucionais”, afirmou ao Portal Engeplus.
Veja abaixo a nota da CCR ViaCosteira:
A ViaCosteira informa que seus levantamentos e indicadores são realizados considerando trechos operacionais mais amplos da BR-101 Sul concedida. Todas as obras, melhorias e intervenções realizadas pela ViaCosteira são definidas e executadas com base em critérios técnicos e regulatórios.
Os projetos seguem o Programa de Exploração da Rodovia (PER), documento que integra o contrato de concessão estabelecido com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Interessados em realizar intervenções específicas na rodovia por meio do Projeto de Interesse de Terceiros (PIT), mecanismo destinado a obras e instalações na faixa de domínio solicitadas por empresas ou particulares, devem inicialmente apresentar a proposta à ViaCosteira.
A concessionária realiza a análise técnica do projeto para verificar o atendimento às normas de engenharia e segurança viária. Após essa etapa e, uma vez aprovado pela concessionária, o projeto é encaminhado à ANTT, responsável pela autorização final para a execução da intervenção.
No momento, não há projeto previsto no contrato de concessão para implantação de passarela ou travessia elevada no local mencionado.




