Requerimento
Vereador de Criciúma questiona Secretaria de Saúde sobre cirurgias eletivas
Salésio Lima (PSD) apresentará o requerimento 663/2021 na sessão desta segunda-feira
Por Rafaela Custódio
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O vereador de Criciúma, Salésio Lima (PSD), apresentará na sessão da Câmara desta segunda-feira, dia 13, o requerimento 663/2021, questionando informações ao Governado do Estado de Santa Catarina e a Prefeitura sobre as cirurgias eletivas, que foram paralisadas durante a pandemia do coronavírus.
"A demanda de cirurgias eletivas cresceu e queremos saber como está a situação em Criciúma. Quais procedimentos estão sendo realizados, por exemplo", destaca o vereador.
Ao Portal Engeplus, a Secretaria de Saúde de Criciúma informou que "os municípios desenvolvem um papel importante nas cirurgias eletivas, fornecendo consulta na Unidade Básica de Saúde, consulta com especialista e na necessidade de tratamento cirúrgico o paciente é encaminhado, sendo liberados os exames necessários para que o pacientes esteja preparado", diz a nota.
Ainda segundo a Secretaria de Saúde de Criciúma, "a responsabilidade da liberação do procedimento é do Estado, mas devido ao contexto da pandemia, as cirurgias eletivas sofreram diversas interrupções", informa. Confira abaixo a listagem das cirurgias liberadas pelo Estado até o momento:
Ortopedia, de alta, média e baixa complexidade
Cirurgias gerais
Cirurgias Cardíacas
Cirurgias Neurológicas
Cirurgias Ginecológicas
Cirurgias Urológicas
Cirurgias Pediátricas
O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, informou que planeja iniciar uma força-tarefa para diminuir o impacto das filas de cirurgias eletivas em Santa Catarina após a conclusão do calendário vacinal contra a Covid-19. A partir do primeiro dia de outubro, o Estado assume o compromisso de atenuar o quadro e regionalizar mais o acesso da população.
"Nós tínhamos cerca de 40 mil pessoas esperando por cirurgia na nossa rede hospitalar, com a pandemia esse número sofreu um acréscimo, mais 60 mil. Vamos assumir esse desafio e, caso o cenário permita, diminuir consideravelmente essa fila em seis meses. Para isso, precisamos nos reorganizar, ofertar mais e custear melhor. E é exatamente isso que projetamos", destaca o secretário.
Segundo Ribeiro, o movimento da Saúde pós-pandemia visará a regionalização das ações. "Nós precisamos construir pontes que façam com que os municípios sejam autossuficientes. Estamos revisando a Política Hospitalar Catarinense e diminuiremos os sofrimentos, absorvendo as demandas com custeio e habilitação", finaliza.



