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Vereador questiona números de internações involuntárias em Criciúma
Assunto foi abordado em sessão da Câmara nessa segunda-feira, dia 10
Por Fabrício Júnior
2 min de leitura

Números relacionados a internações involuntárias foram questionados na sessão da Câmara de Vereadores de Criciúma nessa segunda-feira, dia 10. Por meio de um requerimento, o vereador Marlon Zappelini (PL) fez questionamentos ao governo municipal.
No documento, o parlamentar perguntou sobre o número de internações involuntárias de dependentes químicos realizadas desde a aprovação de uma lei municipal no ano passado, autorizando a ação. O vereador indagou ainda qual o número total de vagas disponíveis nas unidades de saúde próprias do Município, hospitais gerais ou instituições de saúde conveniadas com o poder público, para a internação involuntária de dependentes químicos; quantos dependentes químicos em situação de rua são cadastrados e monitorados pela secretaria competente da municipalidade; e por quais motivos não é possível aplicar a essas pessoas a internação involuntária prevista na legislação local.
A reportagem fez contato com representantes das Secretarias de Assistência Social e de Saúde. A secretária de Assistência Social, Dudi Sônego afirmou que neste ano já foram feitos seis encaminhamentos para internações involuntárias, sendo de três em três. De acordo com a gestora, o município tem um levantamento com aproximadamente 150 pessoas cadastradas em situação de rua, sendo 90% dependentes químicos.
Já o secretário de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, afirmou que o município dispõe de 150 vagas para internações voluntárias e que as involuntárias são feitas conforme a demanda, com um custo aproximado de R$ 20 mil mensais por paciente. Nessa situação, a internação pode ser feita pelo município ou pela regulação do Estado. Atualmente, três pessoas seguem com a internação involuntária, encaminhadas por Criciúma.
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