VÍDEO: Estudante ensina português a haitianos em Cocal

Mais de 30 refugiados têm a oportunidade gratuita de aprender o idioma

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Por Mariana Noronha - mariana.noronha@engeplus.com.br

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VÍDEO: Estudante ensina português a haitianos em Cocal
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A esperança de mudar de vida com melhores condições de trabalho e estudo fizeram Carl-Andy Jean, de 22 anos, fazer a escolha difícil de deixar a família no Haiti e se mudar para o Brasil. Entre os desafios encontrados no país desconhecido está a comunicação.

Morando há quase um ano em Cocal do Sul, ele e mais 36 haitianos, dos mais de 80 que vivem na cidade, tiveram a oportunidade de aperfeiçoar o idioma português através de um projeto social criado por umaa estudante de Direito.

A iniciativa surgiu através da disciplina de Ciências Política, ministrada pela professora Janete Trichês no curso de Direito da Unesc. "Nesta disciplina temos que desenvolver um projeto de solidariedade, a critério de cada estudante. E como eu gosto muito de idiomas, tive a oportunidade de aprender o inglês, e o francês, que é a língua deles, tive a ideia de trabalhar com os imigrantes", conta.

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Após uma reunião na Associação dos Haitianos de Cocal do Sul pela Integração Social, e conversa com a administração municipal, a estudante conseguiu uma sala de aula na Escola Demétrio Bettiol para iniciar o projeto. Conforme ela, três etapas foram realizadas: a primeira foi uma palestra sobre direitos trabalhistas e sistema educacional brasileiro, para todos os 80 haitianos associados.

A segunda parte consiste nas aulas de Língua Portuguesa que são realizadas todas as quartas-feiras. A terceira etapa consistiu em uma atividade recreativa, realizada na quarta-feira, dia 21. As aulas iniciaram final de agosto, e seguem até final de novembro, um total de 16 encontros, tudo de forma gratuita.

"Já era para ter acabado as aulas, porque eu vou entregar o relatório do projeto na semana que vem. Mas, eu vou continuar. Eu gostei tanto dessa troca, e está sendo tão gostoso. O que eu recebo deles é impagável. E ano que vem, estou pensando em levar o projeto em frente", comenta a jovem.

Aulas contribuem para melhor convivência

Wilna Nelcy, de 36 anos, e seu marido estão um pouco mais de um ano e meio morando no Brasil. Neste período a jovem trabalha na conhecida Casa do Doce de Cocal produzindo salgados para a confeitaria. Mesmo com todo este tempo residindo no país, ainda tem muita dificuldade em se comunicar com os brasileiros.

"Eu falo muito pouco, é muito difícil. A aulas estão me ajudando muito", comenta. "O português é muito diferente do francês. Nas escolas de lá aprendemos o inglês e o espanhol, português não", acrescenta.

Carl-Andy Jean vê nas aulas de português uma oportunidade de melhorar o seu relacionamento com os brasileiros e avançar para um estudo superior. "Eu posso dizer que as aulas são muito importantes, e pra mim é muito legal, porque com essas aulas eu consigo falar e escrever muito melhor", diz.

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