Violência
Violência contra mulher: evento pretende reunir mais de 1,5 mil mulheres
Evento acontece neste sábado e terá palestras, serviços de beleza e almoço gratuito
Por Redação Engeplus
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Com o tema Mulher Viver Sem Violência, a Coordenadoria Estadual da Mulher e as secretarias de Estado e Desenvolvimento Regional de Criciúma e Araranguá realizam neste sábado, das 8h30min às 15 horas, um evento de conscientização sobre violência doméstica para as mulheres da região. A ação tem a parceria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e acontece no CTG Pedro Raymundo, às margens da rodovia Jorge Lacerda, em Criciúma.
Durante toda a manhã as mulheres receberão orientações e palestras sobre o tema. Conforme a coordenadora estadual da mulher, Jane Guizzo Schmidt, eventos como esse fazem parte de um pacto com o Governo feito em dezembro de 2013, que visa diminuir os números de violência deste gênero. “Pactuamos para que todos os órgãos investissem junto para essa responsabilidade não ficar com um poder só. Aqui em Santa Catarina resolvemos investir, principalmente, nas cidades onde os números de violência são maiores. Criciúma, é uma dessas cidades”, conta a Jane.
Dados – Os dados apontam que Santa Catarina não é um dos Estados mais violentos do Brasil. Pelo contrário, conforme Jane, das 27 federações, Santa Catarina está na 25º colocação. Porém, das 100 cidades mais violentas do Brasil, cinco são de Santa Catarina. “Criciúma está em 83º lugar, mas Lages está em 17º, por exemplo”, compara. As outras três cidades são: Balneário Camburiú, Mafra e Chapecó.
“Essas regiões se destacam negativamente. Nossa intenção é promover eventos, como esse de sábado, nessas cidades para dar o ponta pé inicial. A legislação está cada vez mais a nosso favor, precisamos agora é que as mulheres percam o medo e denunciem”, destaca.
Denúncia – Os números comprovam que há mais denúncia, no entanto, Jane acredita que isso não é sinal de que a violência aumentou, mas sim, que mais mulheres estão denunciando. “A violência sempre existiu, mas ficou apagada. Agora com a nova legislação e incentivo de eventos como esse, elas estão começando a falar, mas ainda é preciso mais. É preciso que as mulheres entendam a injustiça da violência e coloquem um fim nisso”, salienta a coordenadora.
O contato para denunciar a violência contra mulher é o 180. O sistema de telefonia é um terminal anônimo onde cada ligação fica registrada.
O evento – A expectativa é que mais de 1.5 mil mulheres compareçam ao evento. Durante todo o dia, além das palestras e orientações, as mulheres contarão com serviços de beleza, ações de cidadania e assistência social. Um almoço também será oferecido para as mulheres.
“Os municípios estão colocando ônibus à disposição nas cidades vizinhas de Criciúma. Tudo de forma gratuita e sem precisar fazer inscrição antecipada”, afirma Jane. Para saber como funciona o sistema de transporte até o evento, as interessadas devem entrar em contato com a prefeitura de suas cidades.



