Aeroporto
Vistoria no aeroporto de Jaguaruna pode ser decisiva para voos comerciais
Operação que durou três dias teve como propósito avaliar o potencial do sistema da Estação de Rádio
Por Redação Engeplus
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O Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), com sede em Curitiba, realizou vistorias na Estação de Rádio do Aeroporto Regional Sul de Jaguaruna Humberto Ghizzo Bortoluzzi. De acordo com o gerente de operações do empreendimento, Fernando de Castro, esse procedimento foi um passo importante para o funcionamento completo do aeroporto. “Hoje, o local só funciona com voos particulares. Essa vistoria vai contribuir para atrair empresas que promovem voos comerciais”, ressalta.
Entenda o sistema atual e a importância da vistoria para o aeroporto - O sistema operacional de voos funciona de duas formas: voos visuais e voos de instrumento. Os voos do aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi estão funcionando apenas pelo sistema visual. Neste procedimento, durante os voos, o piloto não mantém contato com o solo. É ele quem controla o avião e, a partir do que ele pode visualizar, ele toma as decisões cabíveis para a ocasião. Esse tipo de voo, torna-se um pouco perigoso e limitado. Em dias de chuva, tempestades ou nebulosidade, por exemplo, não é possível decolar. Já os voos por instrumento, o piloto recebe orientações do solo, por meio da estação de rádio, facilitando e ajudando o piloto no direcionamento do voo. Esse sistema é mais moderno, seguro e eficaz, principalmente, em voos comerciais.
A vistoria, que durou três dias no empreendimento de Jaguaruna, teve como propósito avaliar o potencial do sistema da Estação de Rádio (EPTA), a fim de homologar esse sistema. “Esse foi um passo importante. Ficamos felizes, pois nenhuma irregularidade foi encontrada. Agora, é só aguardar o relatório para colocar em prática este sistema”, comenta Castro.
Se tudo estiver dentro dos padrões exigidos, o aeroporto estará há um passo de começar a operar este sistema. “Assim que a operação for autorizada, o aeroporto receberá um avião teste do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), que autorizará, enfim, esse tipo de operação. Esse avião é para testar, na prática, o sistema”, explica.
A autorização desse tipo de voo vai atrair as empresas comerciais e, consequentemente, contribuir com a economia local. “Nós estamos lutando para até o fim do ano trabalhar com voos comerciais. A homologação dos voos de instrumento é o passo mais importante para atrairmos as empresas aéreas”, destaca Castro.



