uMANOs Talk Show

A história do reitor que dedica a vida aos animais e à educação

Gestão, ensino e os desafios de conciliar a administração de um centro universitário

Por Mano Dal Ponte24 de junho de 2026 2 min de leitura
Daniel Vieira / Triplice Filmes

O médico-veterinário Guilherme Valente, reitor do Unibave, foi o segundo convidado de Mano Dal Ponte no uMANOs Talk Show Engeplus. O convidado relembrou que se mudou para a região para trabalhar em um haras em Nova Veneza e dois anos depois viu em um outdoor a oportunidade de ingressar no centro universitário. Contratado inicialmente como professor, assumiu a coordenação do curso poucos meses depois, tornou-se vice-reitor em 2012 e, desde 2020, ocupa a reitoria da instituição.

Durante esse percurso, conciliou simultaneamente as funções de professor, coordenador, gestor e médico-veterinário. Guilherme afirma que buscou oferecer aos estudantes oportunidades que ele próprio não teve durante sua formação. Entre as prioridades da gestão estão a ampliação do Hospital Veterinário, a modernização dos laboratórios e a captação de recursos por meio de emendas e parcerias.

Confirma a entrevista completa no Youtube:

Especialista em reprodução equina, o reitor também compartilhou experiências marcantes da carreira como veterinário. Um dos casos mais emblemáticos envolveu um garanhão importado, avaliado em cerca de 600 mil dólares, diagnosticado com infertilidade. Após um tratamento desenvolvido no Hospital Veterinário do Unibave, a equipe conseguiu recuperar a capacidade reprodutiva do animal e gerar diversos descendentes.

O professor explicou que o alto valor de um cavalo está diretamente relacionado ao desempenho esportivo e ao potencial genético de transmitir características desejáveis à sua progênie. Ele destacou ainda que, apesar dos avanços na genética e nas biotecnologias reprodutivas, não existe garantia de sucesso em cruzamentos, mesmo quando envolvem animais campeões.

Embora celebre recuperações consideradas improváveis, como a de uma potranca que sobreviveu a uma grave fratura de fêmur após cirurgia realizada no hospital universitário, o veterinário admite que nem todos os desfechos são positivos. Segundo ele, a maior frustração da profissão é dedicar dias de tratamento intensivo a um animal e, ainda assim, não conseguir salvá-lo.

Matéria: Igor Fontana

Mano Dal Ponte apresenta uMANOs Talk Show Engeplus

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