Por Nei Manique - neimanique@engeplus.com.br
EmA primeira alunizagem concluída pela Nasa há 40 anos pareceu quebrar o encanto e desfazer os mistérios em torno do satélite natural da Terra. Nas décadas seguintes, enquanto cientistas e céticos se engalfinharam em debates a respeito da missão Apolo 11, músicos e poetas cuidaram de revigorar a paixão pelo astro dos amantes.
Na voz do compositor e cantor italiano Edoardo Bennato, a magia ressurgiu 20 anos depois, final da década de 80. Transposta em versos que substituíram as dúvidas pelos sonhos, a Lua deixou de ser explorada pela ciência para ser resgatada pela alma.
La Luna (A Lua)
O dia em que Neil desembarcou na lua
Todos disseram que era um dia especial
Do espaço, ao vivo, as imagens
E o mundo parou para olhar
Aquelas pegadas impressas em prata
Aquela bandeira tão inatural
Assim imóvel num ar sem vento
E o mundo parou para olhar
É a lua... há tanto tempo distante
Por um momento tão próxima
A lua apenas deflorada
Objetivo de sempre, enfim a linha de chegada
Dos fabulosos anos 60 prestes a acabar
Mas ela... é a lua
E não o sonho americano
Se queres sonhar podes observá-la de longe
Parecia tão diferente a lua
Naquele verão que não era verão
Mas sim a prova de um longuíssimo outono
De folhas ao vento e de barricadas
E a lua, a pálida lua
Uma emoção para se esquecer
Havia coisas muito mais importantes
E o mundo parou de sonhar
Mas ela é a lua
Ninguém poderá mudá-la
E quando chega a noite
Ela sabe o que deve fazer
Ela deve colorir o céu
E os teus sonhos de menina
E adormecer aí pertinho de ti
Mas ela é a lua
Ninguém poderá mudá-la
E quando chega a noite
Ela sabe o que deve fazer
Ela deve atravessar os sonhos
De quem a olha e se apaixona
De quem deseja ficar a sós... com ela
(Vídeo baixado do site YouTube)



































