Entre a música gaúcha e o rock, Jorge Fidélis busca escrever a própria história
Nascido em Criciúma, músico ganhou seu primeiro instrumento aos 8 anos

Por Leonardo de Souza - leonardo.minatto@engeplus.com.br
Em
Natural de Criciúma e criado em uma família de músicos, Jorge Fidélis cresceu rodeado por melodias tradicionais gaúchas, bandas de rock e pela banda Os Beatles. Aos 8 anos, ganhou seu primeiro violão e, a partir daí, sua vida passou a se moldar ao redor do mundo da música.
Hoje, aos 38 anos, Fidélis conta que enxergava o instrumento como um brinquedo com o qual gostava muito de mexer. Entre os 10 e 11 anos, passou a se dedicar aos estudos do violão e a tocá-lo. “Sempre fui um curioso em relação a esse mundo. Meu ouvido sempre foi sensível para melodias. Eu via meu tio tocar e prestava atenção nas músicas que meus pais colocavam desde pequeno. Tornei o ato de tocar uma atividade profissional aos 15 anos, quando estava no ensino médio. Eu saía por aí me apresentando”, lembrou.
Apesar de estar rodeado pelo mundo da música desde muito cedo, o verdadeiro despertar ocorreu quando percebeu que poderia unir os estilos musicais que mais ouvia. “Teve uma música muito importante para o meu começo. Ela é ‘Herdeiro da Pampa Pobre’, dos Engenheiros do Hawaii. Ela fala sobre o gaúcho da fronteira e me deu um choque, pois percebi que o rock e a música gaúcha podem conversar”, explicou.
Maior desafio

Fidélis, além de tocar músicas cover, também trabalha como compositor e já produziu obras autorais. “No trabalho autoral, é difícil que as pessoas cheguem às suas obras, mesmo que você vá atrás. Já juntei uma banda e fomos para o Rio de Janeiro gravar em um dos maiores estúdios do país. Fechar shows autorais na região é difícil, então muitas pessoas vão para grandes centros, como Florianópolis e Porto Alegre (RS)”, relatou.
De acordo com o compositor, o consumo de música mudou e, atualmente, além da melodia, as pessoas também buscam a imagem. “Tem que ter um videoclipe e um trabalho nas redes sociais. Isso é muito caro e consome energia. Além de compor a música, você precisa fazer um planejamento que cubra todas as suas redes sociais. Desde 2019, quando comecei a produzir obras autorais, venho me esforçando para, a cada dois anos, ter um trabalho novo. Aqui na região, tem um pessoal que apoia, mas é escasso”, pontuou.
Objetivo é tocar o coração das pessoas com a música

Por atuar como cantor cover e também com trabalhos autorais, Fidélis afirmou que as sensações despertadas por esses dois estilos são diferentes. “Quando você toca músicas de outros artistas, as pessoas já conhecem e cantam junto. É mais fácil chegar até elas. Mas, quando é uma obra própria, você precisa tocar os corações, fazer com que aquilo faça sentido. Meu objetivo, quando me apresento, é levar as pessoas a uma viagem pela própria mente”, declarou.
Planos para o futuro
Para continuar crescendo na carreira, o músico, que atualmente reside em Balneário Arroio do Silva, tem como objetivo desenvolver seu canal no YouTube. “Lá, eu posto vlogs e também disponibilizo minhas músicas autorais. Tenho ainda alguns clipes para publicar e espero lançá-los até o fim deste ano. Para 2027, pretendo criar um novo trabalho autoral. Quero que minha rotina como músico chegue às pessoas e, com isso, elas conheçam o Jorge compositor”, finalizou.
Gostou? Você pode acompanhar o Jorge Fidélis através do YouTube, Instagram e Spotify.
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