A paixão pela música que começou por acaso e virou profissão: conheça a história de Paulo Gekas
Ele é natural de São Paulo, mas foi em Criciúma que iniciou a carreira

Por Leonardo de Souza - leonardo.minatto@engeplus.com.br
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Entrar em contato com o mundo da música nem sempre acontece por influência da família. Às vezes, surge por acaso. Nascido na cidade de São Paulo, Paulo Gekas chegou a Criciúma aos 7 anos. Aos 14, teve seu primeiro contato com a música quando um vizinho, que tocava cavaquinho, decidiu ensiná-lo a tocar o instrumento.
Segundo o músico, seu primeiro instrumento foi uma guitarra, comprada com o próprio dinheiro. “Antes de comprar o meu primeiro equipamento, esse vizinho me ensinou a tocar. Ali foi paixão à primeira vista. Aí eu comecei a juntar minha mesada e, um dia, fui ao Centro com minha mãe comprar uma guitarra”, lembrou.
Pouco tempo depois, Gekas montou uma banda com amigos da rua onde morava e começou a se apresentar. “Foi tudo muito rápido. Uma hora eu tinha uma guitarra, na outra eu estava tocando com conhecidos”, contou.
Com 16 anos, já em uma nova banda, o músico fez sua primeira apresentação em um grande palco, durante uma edição da Quermesse de Criciúma. “Se eu ainda não tocava profissionalmente, na época eu já ganhava um cachê. Então foi assim que comecei a dar meus primeiros passos na profissionalização da música”, frisou.
Contato com o jazz
Aos 17 anos, Gekas foi aprovado no vestibular para o curso de Licenciatura em Música e, aos 18, mudou-se para Florianópolis. Com o passar dos anos, encontrou na bossa nova, no samba e no violão novos interesses musicais.
“A bossa nova foi o ponto de conexão com o jazz, já que ela se tornou parte do repertório dele. Aí eu fui tocando com um, com outro e, naturalmente, entrei no jazz. E ele não é só um estilo musical. Ele é uma escola. Há livros, vídeos e estudos sobre ele, e eu sempre gostei de aprender, então foi muito fácil entrar nesse mundo”, explicou.
Sentimento e experiências

Atualmente, Gekas está no mundo da música há 36 anos e no jazz desde os 18 anos de idade. Ao longo da carreira, já se apresentou em diversos locais, como salões de igrejas e teatros, além de realizar apresentações em outros estados e até em outro país.
“Me apresentei em Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ). Mas também toquei nas ruas da Suíça por dez dias, e foi uma experiência muito legal. Já estive em Nova Iorque, nos Estados Unidos, mas apenas participei de uma sessão de improvisação musical (jam session). Fui assistir a uma banda tocar e, após o show, quem quisesse podia se juntar para tocar também”, destacou.
Segundo o músico, todas as vezes que sobe ao palco, o sentimento é de prazer e felicidade por estar fazendo o que gosta. “Eu me sinto muito bem. Vejo que foi uma escolha que fiz na adolescência e entendo que toda profissão exige dedicação e esforço. Porém, cada vez mais percebo como meu trabalho impacta as pessoas e, hoje, fico muito feliz com esse impacto emocional e racional”, expressou.
Próximos passos
Hoje, Gekas mora em São Joaquim, na Serra Catarinense, mas, sempre que possível, se apresenta em Criciúma e região. “Alguns dias atrás eu toquei no Maverick Pub. Já me apresentei algumas vezes lá, mas estou sempre procurando oportunidades para vir tocar”, ressaltou.
Para o futuro, o músico tem o desejo de criar um espetáculo próprio, reunindo diferentes temas. “Eu tenho vontade de deixar uma ou mais músicas minhas por escrito. E também, um dia, fazer um show com essas músicas, mas mesclando temas de que eu gosto, como filosofia, espiritualidade e cotidiano. Isso é bem para o futuro, mas eu tenho esse desejo”, finalizou.
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