Após prisão domiciliar, governador de Santa Catarina expressa apoio a Jair Bolsonaro

Alexandre de Moraes alegou que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares

Após prisão domiciliar, governador de Santa Catarina expressa apoio a Jair Bolsonaro
Foto: Alan Santos/PR

Lideranças políticas de Santa Catarina reagiram à prisão domiciliar do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sob a alegação de que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares.

“O senhor não fez crime nenhum. O povo brasileiro está do seu lado. O senhor não fez crime nenhum. O senhor não usou dinheiro público, não desviou dinheiro público. O Brasil precisa de paz. Não é prendendo o maior líder de direita dos últimos anos do Brasil que vamos consertar e que vamos restabelecer a paz. A chapa está muito quente. As instituições precisam, de uma vez por todas, acalmar esse jogo. Quando fere liberdades individuais, a coisa fica muito séria. O Brasil precisa voltar a crescer. A insegurança campeia em todos os cantos do Brasil. Então, por favor, isso é um apelo que faço a todas as instituições. Calma, a paz precisa voltar entre nós. O Brasil precisa disso. Os brasileiros precisam disso”, afirmou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.

A deputada federal Júlia Zanatta abriu uma live nas redes sociais. “Obviamente o Morais surtou após o grande ato de ontem [domingo] em todo o Brasil, e ele fala que o motivo da prisão foi o que [uma emissora] ficou batendo muito, que ele teria descumprido uma regra. Eles estão seguindo exatamente o roteiro que eles planejaram há muito tempo, quando iniciaram aqueles inquéritos ilegais, inconstitucionais que a gente vem batendo há muito tempo”, frisou.

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O deputado federal Daniel Freitas também se manifestou sobre o caso:

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O deputado federal Ricardo Guidi demonstrou apoio ao ex-presidente. “A decisão ocorre um dia após milhões de brasileiros irem às ruas demonstrar apoio ao ex-presidente em diversas manifestações por todo o país. É impossível não enxergar o viés política dessa medida. Em vez de respeitar a voz do povo, optam pelo autoritarismo e pelo abuso de poder. Seguimos firmes na defesa da democracia, da liberdade e do direito de manifestação”, escreveu nas redes sociais.

Já a deputada federal Geovania de Sá usou as redes sociais para afirmar que a decisão da prisão domiciliar é um ‘ato autoritário e de abuso de poder’. “Essa decisão acontece logo após o povo mostrar seu lado nas manifestações de ontem [domingo] por todo o Brasil”, observou.

O que disse o ministro?

No dia 18 de julho, Moraes já havia determinado que o ex-presidente usasse tornozeleira eletrônica, ficasse em casa das 19 horas às 7 horas e ficasse impedido de usar as redes sociais.

Mas durante as manifestações do movimento “Reaja, Brasil”, ontem, quando apoiadores de Bolsonaro realizaram atos pelo país, Flávio Bolsonaro e outros dois filhos do ex-presidente, Carlos e Eduardo, publicaram em suas redes sociais postagens de agradecimento de Bolsonaro. Dessa forma, segundo o ministro, houve descumprimento das restrições determinadas anteriormente.

“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro, pois o réu produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apoio, ostensivo, à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”, afirmou Moraes na decisão.

O ministro também determinou a realização de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília. Em nota, a Polícia Federal (PF) que cumpriu os mandados e apreendeu aparelhos celulares.

Com a nova decisão, Bolsonaro não poderá receber visitas, a não ser de seus advogados e outras pessoas previamente autorizadas pelo STF. O ex-presidente também fica proibido de usar aparelho celular, diretamente ou por meio de terceiros.

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