NossaCasa

As preliminares da prosperidade

Criciúma 143 anos

Por Willi Backes06 de janeiro de 2023 4 min de leitura

AS PRELIMINARES DA PROSPERIDADE

Texto e Pesquisa – Willi Backes

Em 1980, quando o município de Criciúma comemorava o Centenário de Fundação - 6 de Janeiro de 1880 – a cidade disputava a quarta posição populacional e econômica no Estado de Santa Catarina. Naqueles tempos, o Distrito de Forquilhinha ainda era território pertencente a Criciúma, já que a emancipação do território viria a ocorrer na sequência, em 26 de Abril de 1989.

Os tempos das comemorações do Centenário de Fundação de Criciúma coincidiram – pensamento majoritário – com desenvolvimento social e econômico exponencial e histórico da comunidade. O município rejuvenesceu e cresceu de modo significativo com o planejamento, implantação e construção de dezenas de obras estruturantes, funcionais e de mobilidade.

Simultaneamente, o setor industrial de Criciúma ponteava investimentos e resultados produtivos de relevância regional e nacional. Dentre os muitos, despontavam as indústrias cerâmicas, setor extrativo do carvão mineral, indústrias químicas, metalomecânica, indústrias do vestuário e confecções, embalagens e descartáveis plásticos. O vigor industrial de Criciúma atraiu milhares de trabalhadores de todas as regiões do Estado e do Brasil, bem como, incrementou substancialmente a criação de iniciativas para o comercio, distribuição e prestação de serviços.

A partir daqueles tempos Criciúma assumiu condição de “polo regional” em definitivo, considerando aspectos econômicos, culturais, serviços e também, políticos.

43 ANOS DEPOIS, NOS 143 ANOS DA FUNDAÇÃO

De 1980 à 2023, transcorridos 43 anos nos 143 da Fundação de Criciúma, a cidade continua pujante, progressista economicamente, mesmo considerando perfil nominal alterado e transferido. Quase que a totalidade do comando das indústrias cerâmicas foi mudado de proprietário e gestão. Mesmo que a produção e comercialização estejam em alta, a distância institucional das empresas da comunidade sede onde atuam, espelham e refletem ausência. Há muito o município de Criciúma não mais extrai uma pá de carvão, ficando a responsabilidade com os municípios circunvizinhos. A gestão das mineradoras prioritariamente permanece com sede em Criciúma.

O desenvolvimento econômico nas últimas décadas se espraiou pelos municípios próximos. A oferta de áreas físicas e mão de obra abundante incentivou tal fluxo de desenvolvimento. Importante ressaltar o crescimento consistente de pequenas e médias propriedades rurais na produção agrícola alimentar e pecuária leiteira e corte. Agora, o crescimento das empresas está exigindo refluxo da mão de obra. Empresas instaladas nos municípios como Forquilhinha, Nova Veneza, Urussanga, Cocal do Sul e Içara, “importam” mão de obra de colaboradores residentes em Criciúma. Aos milhares. Qualquer dos municípios citados e outros da Região Carbonífera, estão próximos distantes apenas 15 a 20 km de Criciúma.

Após o auge da implantação industrial em Criciúma na década de 70 e 80 do século XX, a cidade “polo regional” recebeu e ainda recebe, referencias destacadas nas áreas médicas clínica e hospitalar, educandários em todos os níveis, comércio de rua e shoppings centers, destacadas redes supermercadistas, gastronomia diversificada, concessionárias e distribuidoras.

A gestão do Prefeito de Criciúma Clésio Salvaro – 2020 a 2024 – vem produzindo e entregando obras revitalizadas, complementares e inéditas de infraestrutura, considerando também obras para o incremento do turismo empresarial e científico, o que tem privilegiado a cidade e região, assegurando necessária mobilidade com segurança, antevendo anos de prosperidade e desenvolvimento social desejados.

Por tudo isso e pelo que está por vir, além de racional e necessário, urge pensar, planejar, prospectar e realizar ações conjuntas e integradas entre os 12 municípios que compõem a região carbonífera (AMREC), como se região metropolitana fosse.

INTERPRETAÇÃO DOS NÚMEROS PRÉ OFICIAIS

Agora em Janeiro 23, o IBGE passou a liberar números estatísticos preliminares sobre o Censo Brasileiro capturado em 2022, em processo para relatório final. Os dados iniciais são referentes à população de cada comunidade, Estado e País.

Em Santa Catarina, as maiores populações nos municípios estão assim catalogados: Santa Catarina (7.762.154), Joinville (617.979), Florianópolis (574.200), Blumenau (363.340), Itajaí (291.169), São José (287.409), Chapecó (251.150), Palhoça (236.638), Criciúma (231.088), Forquilhinha (31.692).

Criciúma foi o único dos principais municípios que depois dos anos 80 teve parte do seu território emancipado. Assim, somadas as populações de Criciúma e Forquilhinha, o município original com as duas composições, teria 262.780 habitantes, ou seja, sexta posição estadual.

O Brasil tem ao redor de 208 milhões de habitantes, ou seja, crescimento de apenas 0,7% considerando números de 2010.

Criciúma em 12 anos – 2010 a 2022 - cresceu 38 mil novos moradores, totalizando 231.088 residentes.

Forquilhinha em 12 anos, percentualmente cresceu 40,55% sua população, percentual maior da AMREC, totalizando 31.692 residentes.

Os 12 municípios que compõem a AMREC Associação dos Municípios da Região Carbonífera – Criciúma, Forquilhinha, Içara, Morro da Fumaça, Balneário Rincão, Cocal do Sul, Nova Veneza, Urussanga, Siderópolis, Treviso, Orleans e Lauro Muller - apresenta população de 468.723 residentes.

Fotos: Criciúma Século XXI (TigreLog) e Parque Astronômico Albert Eistein E=mc2.

Compartilhar:

Notícias relacionadas