NossaCasa

Planejamento metropolitano da AMREC

Integração regional

Planejar hoje a integração regional é construir o futuro da AMREC.

Por Willi Backes24 de maio de 2026 4 min de leitura

Em 2003, o Governador Luiz Henrique da Silveira criou as Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDR), por toda Santa Catarina, tendo por referência as Associações de Municípios em cada microrregião do Estado. O conceito perdurou até governos seguintes, quando foi extinguido, passando as próprias Associações dos Municípios a responsabilidade em dar continuidade às boas proposições gerenciais. Observando a Associação dos Municípios da Região Carbonífera – AMREC, constituída por 12 municípios (Criciúma, Forquilhinha, Nova Veneza, Siderópolis, Treviso, Urussanga, Lauro Muller, Orleans, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Içara e Balneário Rincão), em 2026 presidida por Vagner Espindola gestor do município de Criciúma, é visível entre seus componentes o limite geográfico próximos, integrados e interligados.

No presente, o Governo do Estado de Santa Catarina tem se caracterizado em prestigiar programas e projetos municipalistas, enaltecendo a criatividade e prerrogativas comuns às comunidades arquipélagos regionais. É desproporcional considerar que cada um dos 12 municípios organize e tenha capacitação para debater, formular e construir projetos de interesse unicamente para a própria comunidade. Inexistem valores monetários para financiar tal dispersão.

Tendo Criciúma como referência “Metropolitana da AMREC”, sugere que a partir desse conceito antecipadamente estabelecido, urge pensar e planejar em conjunto para se identificar problemas e soluções comuns. Os aeroportos de Jaguaruna e Forquilhinha são importantes a quem?

O abastecimento de água potável para consumo urbano e agrícola vindo de Siderópolis, interessa a quem?

A produção e distribuição de energia elétrica produzido na usina abastecida pelo carvão em Capivari de Baixo, interessa a quem?

Rodovias, vias e acessos urbanos e intermunicipais, é de interesse de todos, assim como, pontes, elevados e sinalizações urbanas e rodoviárias. Depósito e tratamento de resíduos líquidos e sólidos é um problema anunciado para todos.

Recuperação e manutenção ambiental é manchete comum. As questões relacionadas a educação são prioridade sempre. Oferta de vagas para educação em todos os níveis, próximos aos candidatos, com apoio assistencial de creches. Assistência clínica e hospitalar é desejo real e coletivo.

Os 12 municípios da AMREC somam área territorial com 2.261,33 Km2 (Içara tem o maior território, 293,62 Km2). A população da AMREC é estimada próxima a 500.000 habitantes. Para efeito comparativo, só o município de Lajes tem área territorial de 2.644 km2, superior a toda soma da região dos municípios da AMREC. Curioso, intrigante. O PIB Produto Interno Bruto gerado pelos municípios da AMREC, liderados pela indústria, comércio e agricultura, está estimado em R$ 21,5 bilhões, dos quais, 46% ou mais de R$ 10 bilhões gerados pelo município de Criciúma.

O crescimento com desenvolvimento de cada uma das unidades da AMREC na infraestrutura, economia, educação, comunicação e segurança, reflete positivamente no conjunto das comunidades. É uma obviedade. A sede da AMREC em Criciúma tem estrutura e necessária capacitação para reunir profissionais técnicos, objetivando formatar e construir “briefing” para consistir e suportar planejamento global do conjunto de municípios. Não há razões para promoção e incentivo à competição entre os gestores membros da Entidade.

Em 2030 Criciúma estará comemorando o Sesquicentenário de Fundação (1880 – 2030). O Centenário comemorado em 1980, em tempos históricos, foi antes-de-ontem. O Bi-Centenário que será que será comemorado em 2080, é logo depois-de-amanhã. Dezenas de milhares de pessoas que irão conviver e fazer acontecer o Bi-Centenário de Criciúma em 2080, já nasceram.

É fácil antever que daqui a 50 anos, os municípios da AMREC estarão absolutamente integrados, interligados, em conurbação em suas fronteiras físicas. Urge que o conjunto de municípios vizinhos compartilhem ideias e projetos relacionados a infraestrutura, serviços públicos, desenvolvimento econômico e social em torno de um município central.

Essa integração exige uma gestão pública para resolver problemas comuns de forma eficiente. Conceitualmente Criciúma e a AMREC ainda não são uma região Metropolitana. Porém, nada impede de se pensar, planejar, projetar e executar ações para o desenvolvimento e crescimento coletivo.

“UM POR TODOS, TODOS POR UM”.

Compartilhar:

Notícias relacionadas