Aumento no valor do Gás Natural Veicular (GNV), em Criciúma, já é sentido no bolso pelos usuários
Revendedores da cidade explicam que a elevação do preço foi necessária devido a anexação de impostos cobrados pelo Governo Federal
Por Redação Engeplus
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Usuários de Gás Natural Veicular (GNV) já estão sentindo no bolso o recente aumento no valor de venda deste combustível, fato que ocorreu há menos de um mês em alguns postos de combustíveis de Criciúma. A principal reclamação, segundo alguns usuários, é porque não houve divulgação prévia da elevação do preço aos clientes. Além disso, eles reclamam que os postos aproveitaram o aumento da gasolina e do óleo diesel para também aumentar o valor do GNV. "Uso GNV há bastante tempo, em torno de quatro anos, e fiquei surpreso com este aumento. Acompanhei notícias de que o preço da gasolina e do diesel teria reajuste, mas nada informava a subida do valor do GNV", observa Fabio Eyng, morador de Criciúma.
Assim como ele, Maxoel Candido Morona também abastece o veículo no município. "O aumento da gasolina e do diesel foi divulgado, mas o do GNV não. O estranho é que aconteceu tudo ao mesmo tempo, parece até que os proprietários de postos de combustíveis aproveitaram o aumento da gasolina para aumentar o GNV também. Trabalho em uma empresa cerâmica, por exemplo, onde é usado o gás natural, mas lá não houve aumento", ressalta Morona, usuário de GNV há cinco anos.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores e Varejistas de Combustíveis de Criciúma (Sindcomb), Quintino Pavei, o aumento é legal. "Cada revendedor trabalha com o preço que achar melhor, mas eles costumam usar valores bastante aproximados, por causa da concorrência. O recente aumento aconteceu devido a cobrança de impostos do Governo Federal. Antes, acreditava-se que eles estavam embutidos no preço final do GNV, assim como já acontece na gasolina, mas não é assim. O Governo aplicou essa carga tributária e, por isso, os revendedores tiveram que repassar o aumento aos consumidores", explica Pavei.
A informação é confirmada por gerentes e/ou proprietários de postos de combustíveis na cidade. Eles também alegam que houve aumento coletivo no salário dos empregados, o que gerou mais custos. A reportagem do Portal Engeplus visitou alguns postos onde é feita a revenda de GNV. Em um posto localizado na avenida Centenário, no bairro Santo Antônio, o valor deste combustível subiu de R$ 1,93 para R$ 2,04. Em outro estabelecimento, na rodovia Luiz Rosso, o preço passou de R$ 1,999 para R$ 2,089. Já em um posto da rua Jorge Elias De Luca, no bairro Próspera, o valor aumentou de R$ 1,999 para R$ 2,07.
Nestes locais, os responsáveis informaram que os usuários podem ficar tranquilos porque não há previsão para novos aumentos. Ambos também confirmaram que, para quem usa bastante o veículo e percorre longas distâncias diária ou semanalmente, o uso de Gás Natural Veicular continua sendo mais econômico em relação à gasolina e o álcool. Hoje, cerca de 16 postos de combustíveis trabalham com revenda de Gás Natural Veicular em Criciúma.
No entanto, clientes reclamam do peso que sentirão no bolso por causa do aumento. "Percebi logo que saiu o aumento. Tenho GNV há cinco anos e não tem como escapar, já abasteci em Tubarão nos últimos dias e lá também já está mais caro", lamenta Alexsandro Rodrigues Aguiar, morador de Criciúma. Outro usuário descontente é Fabio Freitas. Ele afirma que tem GNV há seis anos e usa bastante seu automóvel, percorrendo até dois mil quilômetros por mês. "Meu carro é 2.0, então já gasta mais. Com o aumento, terei R$ 30 a mais de custo por mês, chegando na média de R$ 420 gastos todo mês", pontua Freitas.
Até mesmo empresas convertedoras estão tendo prejuízos, como conta o proprietário de uma empresa do ramo na cidade, Clodimar Marcos Dalzoto. Segundo ele, a queda na procura pela conversão veicular de gasolina/álcool para GNV já chega a 70%. "O pessoal não quer mais o GNV, está com medo que aumente de novo ou que não seja mais em conta. Estive nesta semana em Tubarão e lá o aumento não foi tão grande, alguns postos, inclusive, até estão com o preço antigo (confira valores nas imagens em anexo). Daqui a pouco as pessoas vão deixar de abastecer em Criciúma porque aqui está ficando muito caro e nem é capital", alerta Dalzoto.


































