Banda de Criciúma transforma festas misturando rock e clássicos nacionais
Vigário Jack atua desde 2012 em casamentos, formaturas e aniversários


‘Eu quero ser esse cara’. Era isso o que dizia Salézio Schneider, mais conhecido como Sasa, quando garoto, vendo os pôsteres de seus ídolos musicais. Mal sabia ele que, anos depois, se tornaria fundador e vocalista de uma banda. Fundado em 2012, o grupo ‘Vigário Jack’ atua há mais de uma década em Criciúma, tornando vários tipos de festas ainda mais especiais através da identidade do rock.
Segundo Schneider, a banda surgiu com a reunião de quatro rapazes, que queriam tocar suas canções favoritas. Para eles, a música, companheira de tanto tempo, significa vida e motivação. “É um vício. Dizemos que não escolhemos a música, ela nos escolhe. É como no futebol, um para de jogar, um se aposenta, outro é vendido, mas o time não para. Trabalhamos com alegria, leveza e alma”, afirmou.
Com euforia e animação, o objetivo dos músicos é tornar momentos ainda mais inesquecíveis para o público. “Nossos principais eventos são festas particulares, como casamentos, formaturas e aniversários. Além disso, têm eventos que a gente mesmo promove”, contou o vocalista, que também cuida da parte administrativa da banda ao lado dos colegas.
Conforme o artista, somente ele e o baterista, Rafael Duarte, permanecem na banda desde sua fundação. Enquanto isso, os demais integrantes participam rotativamente, muitas vezes como freelancers, contribuindo com suas habilidades em diferentes apresentações.
Apesar do estilo ‘rockeiro’, o grupo não se prende a rótulos. “Vamos lá com uma calça jeans rasgada, uma camisa despojada e um boné para trás. Tocamos ‘Evidências’ de Chitãozinho & Xororó, músicas gaúchas, sambas, tudo no formato do rock. Tudo isso conseguimos com muita energia, na mesma pegada e mesma entrega do que tocarmos um clássico do Guns N’Roses”, comentou o cantor.

Nomenclatura e inspirações
O nome, criado por um ex-integrante, carrega um significado incomum. ‘Vigário’ faz uma referência ao ‘conto do vigário’, enquanto ‘Jack’ vem de artistas internacionais que inspiraram o grupo. “Sempre gostamos de Guns N’Roses, Led Zapellin e Queen. Eram ‘showmens’, não era só música, tinha todo um show, eram todos artistas. Nesse sentido vem o vigário, e o jack vem dessa referência musical internacional”, destacou.
Por mais que a música internacional tenha forte influência no repertório, são os ‘clichês’ nacionais que ganham o coração do público. “As queridinhas são as músicas que tocamos no final, quando está todo mundo na frente do palco, com as mãos para cima. O tiro certo é tocar ‘Será’ do Legião Urbana e ‘Mulher de Fases’ do grupo Raimundos”, detalhou Schneider.
Entre os nomes que marcaram sua formação musical, o cantor Raul Seixas ocupa um lugar especial no coração de Schneider. “Para mim, ele foi o maior artista da história do rock nacional. Quando eu era bem novo, viajava com meu pai de caminhão e ele tinha fita de vários artistas, e eu prestava atenção nas letras do Raul. Depois de bons anos, entrei na música profissional e passei a entender o que estava por trás de toda mensagem”, relembrou.

Eventos marcantes
Para os músicos, entre os diferentes tipos de festa em que se apresentam, o casamento tem um destaque especial. “É um evento que a sensibilidade está muito aflorada, um momento de muita emoção. Gastamos muita energia, mas o público responde na mesma intensidade. É um show forte, de muita interação. O pessoal canta, a banda vai para a pista, o público vai para o palco. Vira uma coisa só”, contou.

Entretanto, uma das lembranças mais positivas dos palcos vem de um aniversário. “Tocamos recentemente na festa de uma senhora de 80 anos, muito animada, que ficou praticamente o tempo todo na pista. O que chamou minha atenção foi que conseguimos interagir com a aniversariante, com seus filhos, crianças e adolescentes. Isso me marcou, por conseguirmos atingir tantas gerações em uma festa só”, frisou.
Progresso através dos desafios
Para o vocalista, a maior dificuldade enfrentada pela Vigário Jack está em empreender. “Uma empresa pequena tem que fazer tudo: 'bater o escanteio e correr para cabecear'. O grande desafio é isso, temos que ser polivalentes. Trabalhar no marketing, vender o show, deixar o produto e os relacionamentos em dia”, salientou.
Por mais que o caminho não seja fácil, Schneider leva os obstáculos como oportunidade de aprendizado e evolução pessoal. “Ensino para meu filho e meus alunos de violão que o mais fácil é desistir. Cada queda e cada tropeço vai nos ensinando cada vez mais. Isso tudo nos deixa mais forte e preparado para encontrarmos nosso caminho”, afirmou.
O grupo Vigário Jack compartilha algumas apresentações através das redes sociais, das quais é possível conferir acessando o link.


































