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Brasileiros estão vidrados em entretenimento digital interativo

Jogos, redes sociais e streaming mostram como o Brasil se envolve no mundo digital

Por Redação Engeplus

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O Brasil está presente nas maiores posições de rankings com diferentes formas de entretenimento digital. Redes sociais, jogos casuais, os recém-aprovados jogos de cassino on-line e plataformas de streaming. Se tem um povo que aproveita bem cada recurso que pode servir como passatempo, este povo é o brasileiro.

Mais que isso, temos visto a adaptação de atividades tradicionalmente físicas para o mundo digital, e o Brasil tem acompanhado com entusiasmo. Temos os eSports movendo torcidas organizadas, em paralelo ao futebol, e até as famosas raspadinhas, um jogo de raspar e ganhar dinheiro de verdade quando temos sorte, se tornaram virtuais.

Este movimento possivelmente teve a sua maior ascensão com a pandemia. O lockdown de 2020 e o medo fizeram com que as pessoas buscassem alternativas para seu entretenimento que envolvesse ficar em casa. Embora não possamos precisar se houve um freio com o fim da pandemia, sabemos que o Brasil continua em alta no uso dessas ferramentas para diversão.

O que os brasileiros têm preferido fazer no mundo digital

A Pesquisa Game Brasil de 2025 revelou um percentual impressionante de 88,8% para a porção de brasileiros que jogam games digitais. Inclusive, houve um aumento de quase 10 pontos percentuais de 2024 para 2025. A mesma pesquisa também mostra que, em sua maioria, essas pessoas utilizam o smartphone (55,3%).

As redes sociais não ficam atrás, com maior destaque para WhatsApp, YouTube, Instagram e Facebook, serviços do Google e da Meta, que atingem até 90% dos usuários de internet.

Até 2024, já eram mais de 140 milhões de usuários de redes sociais no país. Ou seja, o Brasil tem boa parte da sua população engajada em atividades virtuais que envolvem, em maioria, o propósito de se entreter.

As vantagens e desvantagem do entretenimento interativo

Todas as formas de entretenimento digital mencionadas têm algo em comum: são interativas. Seja por reações, comentários ou ações do usuário que interferem no que acontece na tela, todas permitem que não sejamos meros espectadores do que vemos.

Essa característica possivelmente também tem um peso relevante na popularização da modalidade. Há quem jogue os jogos casuais no celular, enquanto outros assistem os que jogam e deixam sua opinião, uma reação e até contribuição monetária, se sentindo parte coadjuvante daquilo que assistem.

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Porém, tanta interação leva a maior tempo de tela e atividade, fazendo com que esse seja o principal, senão o único hobby de muitos usuários assíduos. Por razões de saúde, esse não é o cenário ideal, fazendo com que pessoas se tornem ou se mantenham sedentárias e tenham pouco contato social real.

Essa consequência é preocupante principalmente para a geração mais jovem, cujas habilidades sociais e até o desenvolvimento cognitivo podem ser negativamente afetados.

Por outro lado, o uso controlado do entretenimento digital interativo pode ter benefícios. Esses são alguns que podemos citar:

- Atividades recreacionais individuais que se adequam ao cronograma de cada pessoa.
- Possibilidade de se divertir com raspadinhas, loterias e até jogos de cassino on-line.
- Não é preciso se deslocar e sair do conforto de casa sempre que quiser se divertir.
- Opções seguras para entretenimento conjunto de toda a família.
- Possível monitoramento das atividades de menores com tecnologias atuais.

O que esperar do entretenimento digital no futuro

As formas de entretenimento digital tendem a acompanhar toda nova tecnologia trazida para dispositivos eletrônicos. A realidade virtual ainda é a maior novidade, sendo aprimorada aos poucos, e possivelmente sendo utilizada por todos os meios já mencionados acima para dar uma nova forma de interação para os usuários.

É claro que esse tipo de tecnologia também pode agravar as desvantagens do uso desmedido dessas formas de entretenimento, sobretudo jogos e vídeos de longa duração.

Vemos um movimento necessário, porém diferente dos jogos de aposta, como as já citadas raspadinhas virtuais ou mesmo as apostas esportivas, em que a regulamentação foi necessária para coibir comportamentos pouco saudáveis.

A informação traduzida para o cotidiano de todos os usuários de internet e a criação de ferramentas de limitação de tempo de uso por eles mesmos devem ser a chave para que o entretenimento digital seja uma de muitas opções, não um escape diário.

É certo que não se caminha, ao menos não em larga escala, para um retorno ao analógico ou o abandono dessas soluções. O mais provável é a manutenção ou mesmo um aumento do uso da interação digital no mundo conectado em que vivemos, e responsabilidade é essencial para o uso consciente.

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