Cantor sertanejo usa a emoção para transformar shows em experiências de conexão e alegria
Músico contou sobre suas principais inspirações e motivos para continuar na música

O cantor Rafael Silva Sotero, mais conhecido como Rafael Sotero, é natural de São Paulo, mas mora em Içara. Ele é casado com Jessica e tem dois filhos, José e Davi, que são suas principais inspirações e motivos para continuar na música. Embora equilibre a rotina de gerência operacional de uma empresa durante o dia, o cantor tem a música sertaneja como sua principal fonte de renda e satisfação.
“Para mim a música é um estado de espírito, uma inspiração para quando você está triste, doente ou desanimado. Ela te levanta e te deixa motivado. É algo que faz bem para todos, até para quem não sabe cantar. O ritmo, a letra, quem está precisando de uma ajuda emocionalmente, ouve, por exemplo, um estilo de música com letras bonitas, que ajudam a autoestima”, expressou.
O músico se apresenta em pubs, eventos particulares, casamentos e formaturas por toda região Sul catarinense. “Normalmente canto tanto solo quanto com banda. Depende do ambiente. Os restaurantes e pubs, geralmente, é solo ou dupla, com gaita junto. Quando é casamento ou formatura, aí é banda. Então me apresento com os dois. E carrego o meu nome solo, tanto para me apresentar sozinho quanto com banda também”, explicou.
O gênero que toca é o sertanejo da atualidade e também raiz. Ele contou que faz covers de outros artistas, mas tem uma música autoral. “Ela ainda não foi lançada. Por enquanto está guardadinha, para no momento certo lançar. Mas a princípio é música de outros artistas que toco e canto”, afirmou.
Ele comentou ainda sobre de onde vem sua inspiração no universo da música sertaneja. “Hoje as minhas inspirações no mundo musical, seriam obviamente o sertanejo. A maior delas seria o Gustavo Lima. Pela trajetória de vida dele como pessoa, como um artista hoje, então hoje seria ele”, compartilhou.
De São Paulo para Içara

O artista contou que sua mãe, Lúcia, é de Meleiro e seu pai, Carlos, é de São Paulo. “Minha mãe foi para lá trabalhar, conheceu o meu pai e teve a mim e meus dois irmãos", explicou.
A família decidiu voltar para o Sul de Santa Catarina pela qualidade de vida e pela família materna, que é da região.
O primeiro contato com a música
O primeiro contato de Sotero com a música foi na igreja evangélica, aos 9 anos. “Na época cantava com playback e fui aprendendo a tocar violão também. Minhas inspirações sempre foram gospel. Depois com meus 19 anos comecei a tocar profissionalmente na noite”, destacou.
Vendo o irmão, Carlos, tocar violão, surgiu a vontade de aprender o instrumento também. “A música já despertou em mim desde cedo. Sempre gostei de ouvir música e me interessei por conta própria, sem ninguém me forçar. O meu irmão queria aprender a tocar violão, e isso despertou mais ainda o desejo em mim”, frisou.
O músico contou ser ‘metido’, no sentido de querer aprender mais. “Fiz aulas na casa de um primo meu também, isso tudo dentro da igreja, com repertório gospel. Já fiz parte da banda, da igreja, toquei guitarra, contrabaixo, cantava, louvava, fui ministro de louvor na igreja, líder de banda de igreja. Sempre fui metido a querer aprender um pouco mais dos outros instrumentos como teclado e bateria. Mas claro que hoje o meu forte é cantar e tocar violão”, enfatizou.

Na época, ainda em São Paulo, o músico pedia ao pai para trazer discos. “Ele trabalhava no centro de São Paulo e trazia DVDs para que eu pudesse aprender a tocar violão. Também comprava jornais e revistas nas bancas. Isso naturalmente despertou em mim o que sinto. Foi Deus que colocou no meu coração. Sempre fluiu muito bem eu e a música. É uma conexão natural”, pontuou.
Além da igreja, o cantor citou outros momentos em que a música estava presente e que marcaram a sua infância. “A minha família se reunia e os meus tios cantavam em karaokê, e isso eu gostava. Eu achava legal cantar, achava divertido. Isso também despertou em mim a vontade de querer aprender”, declarou.
Tornando-se profissional
O cantor compartilhou que apesar de não trabalhar em tempo integral com música, sua maior renda vem dela, e o incentivo para que isso se tornasse uma realidade veio da família. “O que mais me incentivou a cantar profissionalmente, foi a minha esposa, depois que casamos. Ela foi a primeira a me incentivar a tocar, a ter uma renda com a música”, disse.

Dentro dos locais em que Silva se apresenta, ele já formou conexões e amizades que tornam os eventos ainda mais legais.
“Sou muito grato a todos que me contratam hoje. Tenho contratantes fiéis, que me chamam para os eventos. Os outros cantores que são meus amigos também, um indica o outro. Isso é legal, uma competição saudável. Às vezes um não pode, deu um choque de data, o outro vai lá e toca. A gente faz essa conexão entre nós, não somos rivais, mas sim concorrentes”, compartilhou.
Para o músico, a melhor parte desse universo é a emoção que consegue provocar nas pessoas. “A melhor parte na música é a conexão com o público, isso é muito legal. Ver cada sorriso das pessoas que estão te acompanhando. É esse momento que te deixa muito feliz, porque você sabe que o seu trabalho está te dando um resultado bom, que as pessoas estão gostando. Hoje a música me proporciona muitas coisas boas: realização emocional e financeira. Estar no palco me faz sentir bem, a energia da galera, isso me traz também um sentimento bom, de que estou no caminho certo", relatou.
Dificuldades e conselhos
O cantor citou como os maiores desafios: a competitividade e a visibilidade na área. “Hoje os principais desafios para quem está no ramo musical são a competição e a visibilidade. A pessoa tem que buscar se renovar musicalmente, se dedicando ao máximo, porque ela consegue melhorar tocando, cantando e também as técnicas vocais. Então tem que estar sempre se dedicando, porque existe uma competição muito grande no ramo artístico”, ressaltou.
Ele contou que a região é composta de muitos artistas, e que por isso é necessário estar se aprimorando para poder se sobressair e ter visibilidade. Ele mencionou ainda a construção de público por onde passa e sobre ter disciplina, com o foco em cantar. "Não cair nessa besteira de noitada. Porque a música te proporciona tanto coisas boas quanto coisas ruins, você mesmo pode quebrar a cara”, destacou.

As críticas também foram citadas pelo músico como algo que pode ser encontrado no caminho. “Existem críticas que você vai receber, as críticas boas, que ajudam a evoluir. Mas tem que saber lidar com elas. E o investimento também. A gente começa de baixo, investindo, comprando um violão mais inferior, daqui a pouco vai comprando um violão melhor, um microfone melhor. E se manter constante no mercado musical, que está sempre se renovando”, contou.
Além do sertanejo, ele também toca pop rock, vanerão, e reggae, para tentar agradar todo tipo de público. "Até porque em casamentos, formaturas, você tem que estar mesclando, tem que estar dando uma renovada, que a galera curte. Então tem que estar sempre se renovando no mercado”, completou.
Por fim, o músico deixou um conselho para quem está começando agora. "Não desistir e desanimar. No começo tudo é mais difícil, principalmente na música, na área artística, que existem pessoas que querem explorar ou se aproveitar, mas tem também aqueles que ajudam. É um mundo que precisa estar de olhos abertos e estar com o pé no chão e não se iludir. O conselho que dou é ir passo a passo e subir degrau por degrau. É uma escalada longa, mas que tem que ser a passos curtos”, finalizou.
Para conhecer mais sobre o artista e seus shows é só acompanhar suas redes sociais.
Uma publicação compartilhada por Rafael Sotero (@rafaelsoterooficial)


































