Prejuízos
Chuva dos últimos três meses prejudica agricultura
Ao contrário de novembro do ano passado, a chuva deve seguir por mais um período
Por Redação Engeplus
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A chuva dos últimos três meses está causando sérios danos para a agricultura da região Sul. De acordo com o climatologista da Epagri de Urussanga, Márcio Sônego, ainda não é possível estimar os danos, mas a produção já é calculada bem menor do que no ano passado.
“A média histórica de chuva para setembro, outubro e novembro é de 130 milímetros. Mas choveu cerca de 200 em cada um desses meses. É muito mais do que o esperado e isso é preocupante para a agricultura. O arroz, o milho, a uva, a mandioca, até mesmo a apicultura estão sendo prejudicados por causa disso”, comenta.
Ao contrário do mês de novembro do ano passado (quando um grande período de seca chegou na região) novembro deste ano será de chuva. “Esperamos que esta previsão mude e que o sol permaneça por mais tempo para mudarmos este quadro. Mas por enquanto, ainda prevemos mais chuva para região”, diz.
Rizicultura é um dos setores prejudicados - Como mencionado pelo especialista, a rizicultura é um dos setores prejudicados. De acordo com o Coordenador Estadual de Grãos da Epagri na Área de Extensão Rural, Donato Lucietti, somente na Amrec, há cerca de 1000 agricultores que cultivam a semente.
“Não sabemos mencionar os prejuízos ainda porque o tempo pode mudar. Mas é evidente que a produção foi menor em relação a 2014”, compara o coordenador.
Lucietti ainda explica que existem duas modalidades de cultivo: a pré-germinada (cultivação dentro da água) e a plantação em solo seco. “Tanto uma quanto a outra precisam do sol. Porém, a pré-germinada necessita para melhorar o desenvolvimento das sementes, mas não depende do clima na hora que é realizada a semeadura (porque é feita dentro da água)”, diz.
Já a realizada em solo seco, a situação é mais complicada. “O cultivo em solo seco está ainda mais prejudicado este ano porque o solo tem que estar totalmente seco para que os agricultores semeiem a terra. A maioria que trabalha com este tipo de cultivo, nem conseguiu semear ainda”.



