Clássico e moderno: saxofonista traz inovação e união do tempo antigo com o presente

StivvSax trabalha com casamentos e música eletrônica no ramo de eventos

Clássico e moderno: saxofonista traz inovação e união do tempo antigo com o presente
Foto: Divulgação/StivvSax

O músico saxofonista Christian Stivv Pereira Cardoso, de 31 anos, conhecido como StivvSax, vem apostando em uma abordagem diferente. Apesar de trabalhar com casamentos e ser especializado em um instrumento clássico, que muitas vezes é visto em apresentações mais sérias e tradicionais, um dos focos de Cardoso é tentar trazer modernidade e inovação.

“Busco esse padrão de atualidade, trazendo um instrumento de outra época, pois era mais popular nos anos 60. Então pretendo transportar esse alto padrão daquela época para a atualidade, para o pessoal que também gosta da música instrumental. Dessa forma, trago músicas atuais e eletrônicas, com essa junção do tempo antigo com o agora”, frisou.

Para o artista, a música representa bem mais que uma escolha profissional, ela simboliza o condutor para um caminho correto. “Penso que se não fosse esse meu hiperfoco em relação à música, eu poderia estar como alguns amigos meus, que não se deram tão bem na vida. Que escolheram o lado errado. Então, a música mudou o rumo da minha vida", revelou.

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Divulgação/StivvSax

A música presente em sua jornada profissional

O universo musical surgiu na vida de Cardoso ainda na infância. Por não ter uma condição econômica muito alta, ele iniciou aulas de música em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) no município e foi se apaixonando e se encontrando dentro desse mundo. “Comecei aprendendo flauta 12, nessa época tinha uns 8 anos e fui me envolvendo. Após alguns anos, de lá mesmo fui encaminhado para a Sociedade Cultural Cruzeiro do Sul e fiz um bom período de aulas. Até os meus 13 anos fiquei como aluno”, explicou.

Com isso, sua carreira profissional iniciou dentro da instituição musical, onde conseguiu uma vaga de estágio e passou a dar aulas. “Comecei a lecionar música pelo município, em escolas e creches. Fiquei lá até meus 19 anos e depois fui para o exército, onde fui saxofonista, fiquei um ano e meio, quase dois anos. Mas como não fechava com o plano de carreira que queria, saí para uma oportunidade de trabalhar com casamentos, no setor de eventos” destacou.

Nesse meio, surgiu uma oportunidade para o artista trabalhar em uma empresa de música em casamentos, o “Musical Som Maior”. Cardoso aceitou prontamente e passou a conciliar as apresentações, com as aulas que ministrava. “Depois disso comprei uma parte e entrei como sócio primeiramente. Depois comprei a parte dos sócios e hoje sou quase o proprietário do musical. A gente faz eventos de casamento, festas de 15 anos, essa parte de eventos, que estou focado atualmente”, compartilhou.

Como funciona um saxofone?

Como qualquer outro instrumento, o saxofone demanda tempo e tem como chave da aprendizagem o treinamento. Segundo o músico, a maior dificuldade no início é manter a constância no sopro. “No sax, a parte principal de quem começa a tentar aprender é a respiração no movimento. No começo, a dificuldade é essa questão, as pessoas sopram uns 15 minutos e já estão morrendo. Mas é treinamento, dia após dia, as pessoas vão aprendendo como usar o corpo”, observou.

Conforme Cardoso, no dedilhado, onde é utilizado os dedos, também é preciso repetição. “Como dizia o meu professor, tem que repetir até começar a encher o saco. Quando encher o saco, quer dizer que tá começando a ficar bom. Então é treinamento mesmo”, afirmou.

Já na produção do som, a prática deixa claro a evolução de cada artista. “No saxofone, você percebe que tem algumas pessoas que tocam e o som é bonito. Mas, em outros casos, o som parece um pato. Geralmente essa diferença é por conta do tempo que a pessoa passou dedicando ao sopro. A boca tem um formato e a gente, conforme vai soprando e evoluindo, se acostuma e boca vai criando esse formato naturalmente”, completou.

Apesar de ter o saxofone como instrumento principal e o seu favorito, o músico sabe tocar vários outros. “Durante o tempo que dei aulas, tive que aprender um pouco de tudo. Porque lá na escola de música a gente dava aula de tudo. Então tinha que se especializar, sou especialista em saxofone, mas toco vários instrumentos, piano, violão, instrumentos de sopro, quase tudo. Mesmo que o saxofone tenha um pedaço do meu coração, toco de tudo um pouco”, concluiu.

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