Com 20 anos de trajetória, Rafinha Berg encanta o Sul catarinense com sua voz
Atualmente, além de cantor solo, Rafinha é vocalista da Banda Talismã

Com 20 anos de trajetória, Rafinha Berg anima os salões e sociedades recreativas da região Sul de Santa Catarina. Sua história com a música começou de maneira inesperada. Aos 13 anos, acompanhado por familiares e amigos, o jovem Rafael frequentava as festas de igreja na comunidade onde residia, em Urussanga. Em uma dessas ocasiões, foi convidado a ajudar na montagem da estrutura de som de um conjunto musical que se apresentaria.
Segundo Berg, após esse primeiro auxílio, ele ansiava pela chegada dos finais de semana para poder carregar as caixas de som e posicionar as luzes no palco. “Teve um dia que um dos cantores da banda não apareceu para o baile e eu, como sempre fui, pedi para cantar uma música, mesmo não entendendo nada de música e muito menos sabendo cantar. Foi um desastre total”, relembrou da ocasião que iria mudar a sua vida.
O responsável pelo conjunto percebeu o potencial de Rafinha e identificou que ele precisava apenas de ensaios e orientações sobre o caminho a seguir e os pontos a melhorar. Ofereceu-lhe, então, a chance de aprender, e o jovem se dedicou aos treinamentos até que, finalmente, assumiu o lugar do cantor que havia faltado no dia do baile.

De hobby para profissão
Aos 18 anos, o artista recebeu o convite para integrar a banda Balanço Bom, de Jaguaruna. “Aquilo me fez enxergar o quanto eu realmente era apaixonado por música, e fez com que eu largasse meu trabalho para encarar aquele desafio”, recordou.
Atualmente, além de cantor solo, Rafinha é vocalista da Banda Talismã, um projeto que, inicialmente, foi idealizado e comandado por ele. "Esse foi um projeto que conduzi por um tempo. Hoje, ainda sou músico e faço parte da equipe, mas apenas como cantor. O projeto agora é dirigido por dois grandes amigos", explica. Ele destaca que, apesar da mudança na liderança, a missão da banda permanece a mesma. "Sempre buscamos levar o melhor para o nosso público", comentou.
As apresentações do cantor são realizadas em bailes de salões e sociedades recreativas, além de shows solo em bares e lanchonetes. Seu público é bem diversificado, abrangendo desde os mais jovens até as pessoas de idade mais avançada, especialmente nos tradicionais bailes da terceira idade.
Independente
Ser um artista independente nunca foi fácil e é uma constante jornada de se manter atualizado para não ficar para trás. “O mercado anda bem difícil. Hoje a concorrência é grande e precisamos sempre estar investindo em equipamentos de qualidade”, ressalta. Ele também observa que, em alguns locais, o trabalho do músico ainda é pouco valorizado. "Já me ofereceram para tocar em troca de cerveja", desabafa.
Ter o apoio constante de seus pais e amigos foi essencial. "Até hoje recebo muito carinho das pessoas que frequentam minhas apresentações", afirma. Ele lembra que, em certo momento, chegou a pensar em desistir da música, mas foi justamente esse carinho do público que o fez continuar.
“Costumo dizer que a música é uma cachaça e é viciante. As pessoas que estão ao meu lado sempre me incentivam a não desistir. E isso me dá forças para seguir em frente firme e forte”, pontuou.

Emoções
A maior dificuldade que o cantor enfrentou foi a depressão, que quase o fez desistir de cantar. "Algo que me marcou muito foi o dia em que cheguei de uma apresentação e recebi a notícia do falecimento da minha mãe. Havia tocado a noite toda sabendo que ela estava bem mal e que a qualquer momento poderia partir. E logo após o show, aquela triste notícia chegou", relembra emocionado.
Apesar dos momentos desafiadores, Rafinha guarda com nostalgia uma das apresentações mais memoráveis de sua carreira, no dia em que foi classificado para a semifinal do Festival Santa Catarina Canta. "Foi mágico. Poder participar de uma disputa e ser escolhido como um dos melhores cantores da região, entre tanta gente talentosa que competiu comigo, é uma sensação que ainda não consigo explicar. Foi marcante e muito especial", recorda.

Inspirado por artistas como Gustavo Mioto, Marília Mendonça, Ivete Sangalo, Calcinha Preta e Banda GDÒ, Rafinha Berg se aventura por diferentes estilos musicais no palco, embora seja um amante declarado do sertanejo. O cantor reflete sobre sua jornada, destacando que o aprendizado nunca para. Ele também compartilha que apesar de parecer clichê, quem sonha em algum dia trabalhar com música não deve desistir. “O que é feito com vontade e muita fé um dia vai ter que dar certo”, finaliza.
Para quem ficou interessado em conhecer mais sobre os 20 anos de carreira do Rafinha Berg, acesse o Instagram e o Facebook.


































