Economia
Começa a chegar a conta da insegurança econômica
Indústria química está em fase crítica
Por Joice Quadros
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“Estamos vivendo uma fase crítica no setor químico, com impactos que vêm de várias frentes: cenário econômico instável, retração do mercado interno e externo, aumento de insumos e carga tributária. A ociosidade produtiva é uma realidade em diversas empresas e há preocupação com a manutenção das atividades na região”. Esta análise é do presidente do Sindicato das Indústrias Químicas do Sul Catarinense (Sinquisul), empresário Valdinei de Souza, alertando que “o momento exige atenção redobrada de todos os agentes envolvidos”.
Queda nas vendas
“O início de 2025 foi marcado por um breve aquecimento nas vendas, impulsionado pela expectativa de aumento de preços. No entanto, esse movimento foi seguido por uma retração em todos os setores que a companhia atende”, expressa Ilmar Broch, gerente comercial de uma das empresas associadas ao sindicato que atua nos segmentos de repintura automotiva, indústria moveleira e metalmecânica.
“No final do primeiro trimestre, ficou claro que parte da demanda foi motivada por compras antecipadas. A partir de março, houve retração em todos os segmentos em que atuamos. Indústrias de equipamentos agrícolas e rodoviários reduziram o consumo, revendas de repintura automotiva registraram queda e a exportação foi impactada pela dificuldade de acesso ao dólar em países da América Latina”, explica Broch.
Tributação
“A sobretaxa chega a 60% e não conseguimos repassar ao mercado. Isso pressiona ainda mais as margens, que já estão bastante comprometidas”, analisa o gerente administrativo e comercial de uma empresa também associada ao Sinquisul, Reginaldo Duminelli Scarsi, destacando o impacto da taxação antidumping sobre o dióxido de titânio, pigmento essencial na produção de tintas.
Ameaça de crise social
“A incerteza quanto ao futuro do país, por conta dos gastos descontrolados do governo que impedem a redução da taxa de juros, inibindo investimentos, tem travado a economia e se traduzido em um ambiente econômico de insegurança. Todo esse cenário reflete em nossas indústrias”, alerta Scarsi. (Com informações da jornalista Deise Felisberto, assessora de Imprensa do Sinquisul).
Expressas
Olhando para o futuro, a herança fiscal para o próximo governo já é assustadora: um rombo de R$ 324 bilhões fora da meta e uma dívida pública que pode chegar a 100% do PIB em 2030.(Fonte: Market Markers).
A tensão em Brasília não fica apenas nas manchetes; ela se traduz em desconfiança para o investidor, impactando a governabilidade e o futuro da economia brasileira. (Fonte: Market Markers).
Joice Quadros
Economia, Mercado e Política. Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Especialista em Educação, Meio Ambiente e Comunicação Empresarial. Pesquisadora com livros publicados em temas de História e Biografias. Membro do Rotary e da Academia Criciumense de Letras. Nasceu em Santo Ângelo (RS), mora em Criciúma (SC).


