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Economia e Mercado

Tarifaço

O Brasil de quem trabalha e produz pede respostas ao tarifaço

Governo Federal está paralisado

Por Joice Quadros

3 min de leitura

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Foto: Freepik/Divulgação

Às vésperas de um tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o Brasil de quem trabalha e produz está atônito em busca de respostas de como começou tudo isto e até onde vai. Não vamos ser ingênuos ao ponto de considerar este desarranjo na economia brasileira a brigas políticas Lula x Bolsonaro. Nem irresponsáveis ao acreditar que foi o poder da família Bolsonaro e seu prestígio junto ao governo norte-americano que originou estes desacertos no setor produtivo.

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Qual, então, a origem?

Sempre que é necessário corrigir um problema, precisamos primeiro definir suas causas. Esta é uma máxima seguida pelo operador de uma máquina no chão de fábrica ao CEO de uma empresa. Ou de uma dona de casa que não pode fazer almoço porque o fogão a gás não funcionou. Faltou gás? Entupiu a mangueira?

Apagando incêndio

Correu aos Estados Unidos uma comitiva de Senadores da República para conversar com a Casa Branca e apagar o incêndio do tarifaço. Estão por lá, ainda, mas, até onde se sabe, não vai passar de um passeio sem nenhum resultado prático.

Diplomacia Brasileira

A outrora brilhante Diplomacia Brasileira, a quem deveria caber o papel de acalmar os ânimos, está silenciada. Quem fala por ela é Celso Amorin, amigo e assessor do presidente Lula , que, ao criticar os tarifaço, disse em entrevista que “nem a Rússia faria isto ao Brasil” (sic).

Governo atônito

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Presidente Lula vai para os palanques e diz que “fala com todos e é amigo de todo mundo e que se o Trump quisesse poderia ligar para ele”. Não ligou. Disse também em palanque que nomeava o seu vice Geraldo Alkmin para falar por ele. Também não conseguiu.

Antecedentes e resultados

O governo já sabe porque o Brasil está nesta enrascada, mas agora é tarde e vai precisar da Diplomacia Brasileira para resolver. Lula e Dilma quiseram usar o Brics para se promoverem e “peitarem” os Estados Unidos, tornando-se líderes mundiais. Sentaram e fizeram fotos ao lado de ditadores. Para tanto, contaram com o STF de Alexandre de Morais para calar quem ousasse abrir a boca e se posicionar.

Resumo da Ópera

Conclui o jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, de Brasília/DF: “O Brasil é o elo fraco no Brics, onde quase todos já fecharam acordo com os EUA. Brigar com China, Índia ou Rússia provocaria mais estragos aos EUA do que o Brasil, cuja capacidade de retaliar é próxima de zero”.

Joice Quadros

Economia, Mercado e Política. Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Especialista em Educação, Meio Ambiente e Comunicação Empresarial. Pesquisadora com livros publicados em temas de História e Biografias. Membro do Rotary e da Academia Criciumense de Letras. Nasceu em Santo Ângelo (RS), mora em Criciúma (SC).

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