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Comerciários contra

Comerciários contra abertura aos sábados à tarde, mesmo com aumento

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Nícola Martins

O debate sobre a abertura do comércio na Praça Nereu Ramos aos sábados à tarde ganhou mais um episódio no dia de hoje. Após os pequenos lojistas entregarem uma carta à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) contra a abertura proposta pelas grandes redes, desta vez os comerciários fizeram uma assembleia geral para discutir o assunto. “Decidimos na assembleia manter nossa posição de apenas um sábado por mês. Se por acaso for aberto um segundo sábado, iremos para a rua protestar”, disse o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Criciúma, Gélson Gonçalves.

Cerca de 150 empregados participaram da assembleia. Em um momento da reunião, o presidente do sindicato questionou os presentes sobre a possibilidade de aumento de salário para trabalhar mais sábados à tarde. Um sonoro “não” ecoou pela sede do sindicato. “O problema não é dinheiro, queremos é ficar mais tempo com nossas famílias. Abrir mais um sábado é inútil”, disse a comerciária Cláudia Rocha.

Para a manhã desta quinta-feira, está programada uma audiência entre o Sindicato dos Comerciários e o Ministério do Trabalho para discutir a situação. “Nossa posição é bastante firme e irredutível. Para esse ano, continua do jeito que está e no ano que vem voltamos a discutir”, concluiu Gélson Gonçalves.

Sindilojas defende liberdade – O presidente do Sindicato dos Lojistas de Criciúma, José Sérgio Búrigo, defende a posição de que a decisão deve partir do lojista. “Existe uma legislação trabalhista que regulamenta a jornada e que não deixa que abusos aconteçam. Cada comerciante deve define seu método de trabalho, não existe legislação que proíba a abertura do comércio no sábado à tarde”, disse Búrigo.

Ele explicou que o comércio mudou. “Antigamente, os consumidores dependiam dos lojistas, hoje são os lojistas que dependem dos consumidores. O mercado é que dita as regras”, argumentou Búrigo. “Cada loja deve moldar-se de acordo com seu público, o segmento define”, completou.

CDL – A mudança gradual é proposta pelo presidente da CDL, Zalmir Casagrande. De acordo com ele, toda mudança gera debate. “O importante é que esse debate seja bem coordenado e que devagar a ideia seja amadurecida. O trabalho deve ser feito sem enfiar decisão ‘goela abaixo’, mas bem discutido e chegando a uma decisão em conjunto”, comentou Casagrande.

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