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Comunidade rejeita, novamente, a instalação do Case

Moradores disseram “não” ao projeto em audiência pública realizada na noite desta quinta-feira no Morro Albino

Por Redação Engeplus

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Foto: Daiana Carvalho

Em audiência pública, realizada na noite desta quinta-feira, dia 23, no Salão Paroquial da Igreja do Morro Albino, em Criciúma, os moradores da localidade e dos bairros vizinhos rejeitaram o projeto que prevê a instalação do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), na área de preservação ambiental do Morro Albino.

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“Falo em nome da comunidade e a comunidade não quer a instalação do Case aqui”, declarou o representante dos moradores do Morro Albino, Everaldo Pavei, ao salientar que a região almeja se consagrar como uma referência agrícola do município.

Moradores dos bairros Capão Bonito, HG e Quarta Linha também estiveram presentes no encontro e manifestaram a posição contrária a implantação do Case e fortaleceram a reprovação do projeto com o faixas e cartazes. Vereadores e lideranças comunitárias apoiaram a posição da comunidade.

No início do encontro o secretário adjunto da Secretaria de Justiça e Cidadania, Vanderlei Zilli, e o Diretor do Departamento de Administração Socioeducativo (Dease), Roberto Lajus, falaram da necessidade de implantar um centro de ressocialização na região Sul e dos problemas enfrentados nos Centros de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) da região. “Da forma que está não dá para continuar. Me preocupo quando precisamos e não temos vagas para receber um jovem que comete um crime de grande comoção social e que precisaria passar por medidas socioeducativas”, destacou Lajus.

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Um vídeo com imagens e depoimentos sobre o Case de São Lucas, em Florianópolis, foi apresentado aos moradores para que pudessem conhecer um modelo semelhante ao projeto que deve ser instalado na região. O local, com 12 mil metros quadrados de extensão, conta com murro de cinco metros de altura, uma entrada principal e uma saída de emergência. O prédio é todo monitorado por vídeo, possui quadras de esporte e conta com espaço para a realização de oficinas e cursos de profissionalização.

Diante da negativa da comunidade, a Secretaria de Justiça e Cidadania terá que partir para outras opções e temporariamente utilizará o Casep de Criciúma, como alternativa provisória. O local está interditado e passará por reforma a partir de novembro para poder voltar a receber menores infratores. “Nós, enquanto Estado, vamos continuar procurando uma outra área aqui na região Sul, Urussanga, Balneário Rincão, onde tivermos opção. Temos a necessidade de ter um centro de ressocialização nessa região”, destaca Zilli.

A construção do Case na região Sul do Estado faz parte do Plano Plurianual (PPA), de 2012 a 2015 do Governo Estadual e, diante do plano, precisa ser iniciada antes do final de 2015.

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