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Criciúma com olhar de lupa

Por Willi Backes

2 min de leitura

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Foto: Pedro Malamam

Uma constatação não para alarde mas, para preocupações adicionais em tempos de crise com o Covid19. Criciúma cidade polo, lidera as atenções e as boas ações empreendidas pelas gestões municipais do sul catarinense. O que trato aqui invoca atenção de todo sul.

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Nos anos 80, Criciúma e região tinham algo em torno de 12.000 profissionais trabalhando na extração mineral do carvão. Hoje algo em torno de 4.500 profissionais, são responsáveis por 50% da produção nacional.

Nos tempos atuais os serviços no subsolo estão ajustados e muito mais adequados quanto a segurança e preservação da saúde dos trabalhadores. Antes, durante décadas, a categoria dos mineiros tiveram e ainda tem, tratamento diferenciado quanto ao tempo de serviço para aposentadoria. A razão principal para tanto, além dos riscos explícitos da operação, estava a doença “pneumoconiose dos carvoeiros”, que advém da inalação de poeira do carvão, com evolução para fibrose maciça progressiva no pulmão.

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Hoje a incidência é quase nula devido aos equipamentos obrigatórios utilizados. Entretanto, nas comunidades sulinas vivem milhares de mineiros aposentados daqueles outros tempos.

A medicina na crise do corona vírus afirma ser o mal funcionamento do pulmão alvo primeiro da infecção. Não me parece exagero atenção especial para com esse grupo, mesmo que esses já estejam na faixa etária mais sujeita ao contágio.

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