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Criciúma, o debate que se aproxima

Por Willi Backes27 de maio de 2024 4 min de leitura

As eleições municipais de outubro de 2024, especificamente no município de Criciúma, sugerem amplos debates com conteúdo que influenciarão também nos municípios circunvizinhos e muito no Estado de Santa Catarina. É a lógica da política. As consequências das eleições de 2024 serão base referência para formatação dos embates de 2026. É o que se apresenta no momento.

Em Santa Catarina, historicamente a extrema-esquerda e agora também a esquerda ideológica foi afastada ou se afastou dos principais debates que se permanecem e urgem na sociedade catarinense. Nos grandes, médios e pequenos municípios predominam substancialmente ideais que destacam questões relacionadas ao empreendedorismo e cooperativismo, oportunidades para o trabalho e investimentos, valorização da base familiar com educação, segurança pública e propriedade particular. Como se percebe, distante do ideário esquerdista comunismo na democracia relativa que defendem.

EM 50 ANOS, MAIS DO QUE DOBROU A POPULAÇÃO

Mais do que siglas partidárias, são os conteúdos das práticas e mensagens das candidaturas as que importam e despertam atenção. Ao longo de décadas de crescimento e desenvolvimento da comunidade de Criciúma, restam vivas memórias do que foi empreendido e que impõem continuidade objetivando o bem coletivo. Na média histórica, Criciúma teve e tem bons e excelentes lideres no executivo municipal.

Agora, assim como em 1980 quando Criciúma comemorou o Centenário em tempos de ebulição econômica e institucional, a cidade está na véspera de comemorar o Sesquicentenário, em 2030.

Em 1980 no Centenário, Criciúma contava com 111.000 residentes e detinha a 5ª posição econômica no Estado. Em 2030 no Sesquicentenário contará com algo em torno de 236.000 residentes e 8ª posição econômica estadual, redução principalmente devido a emancipação político administrativa de Forquilhinha. Mesmo assim, Criciúma em apenas 50 anos, mais do que dobrou a sua população.

CRICIÚMA EM CRESCIMENTO PLANEJADO

Criciúma está na véspera de comemorar o Sesquicentenário, em 2030. Um pouco mais de 5 anos, menos do que 6. Nos quase 50 anos que separam as duas datas comemorativos, Criciúma evoluiu constantemente e consistentemente em inúmeros setores econômicos e sociais. Assim é na educação e educandários em todos os níveis, na assistência e clínica médica hospitalar, na construção civil, nas ofertas varejistas e atacadistas, nas concessionárias e distribuidoras, nas redes supermercadistas, no desporto profissional, nas ofertas gastronômicas, na hotelaria, nos equipamentos turísticos, educacionais e de lazer, na recuperação e preservação ambiental, na valorização do produtor rural, aperfeiçoamento dos equipamentos públicos, no oferecimento de serviços de abastecimento hídrico e energético, na mobilidade urbana.

Entretanto é perceptível que o parque industrial pouco cresceu em termos de novos investimentos, ampliações e principalmente, diversificações e inovações nesse mesmo período.

A gestão do Prefeito Clésio Salvaro em 8 anos deu fundamentais passos para acrescer, corrigir e implantar obras para amenizar históricos dilemas quanto à mobilidade urbana resultante de planejamento urbano e rural deficitário e rápido incontrolável crescimento imobiliário. Novos acessos foram e estão sendo construídos. Vias, ruas e avenidas retificadas e recapeadas. Resolveu? Em proporção significativa, sim. Assim, é necessário que os projetos edificantes tenham plena continuidade e acréscimos.

EM DEFESA DE PROJETOS E IDEAIS

Em Criciúma, a campanha eleitoral oficial de 2024 se avizinha, apesar de que ela é visível já existente para o posto no executivo municipal. A junção das forças – todas de direita e centro-direita como se definem – no mesmo campo ideológico, fazem de Criciúma laboratório e clínica para as eleições de 2026 no Estado. Vencer ou perder o pleito eleitoral em Criciúma agora, oferecerá credenciamento ou não para vagas legislativas e executivas em 2026. O jogo futurista é bruto, implacável e impublicável.

Ao cidadão comum, preocupado com o dia-a-dia, com o amanhã depois de hoje, resta observar, questionar e apoiar o que representa cada uma das (pré) candidaturas. Histórico, ideais, ideias, conceitos, propostas, projetos. O quê, quando e como. Enxergar horizontes próximos, além do próprio umbigo.

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