Criciúma registra mais de sete mil mamografias realizadas no primeiro semestre deste ano
Outubro Rosa traz alerta para as mulheres sobre a prevenção do câncer de mama


Outubro é o mês da campanha de prevenção contra o câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima que 59.700 novos casos de câncer de mama sejam detectados neste ano. Em Santa Catarina, o número é de 2.190. Em busca de precaução, mulheres de Criciúma realizaram em 2018, 7.257 mamografias e 9.471 preventivos.
Segundo a mastologista, Luiza da Rosa Ramos os altos índices não são apenas no Brasil. “As taxas são assim no mundo todo, e ainda estamos vivenciando um aumento cada vez maior de casos, acredito que devido ao aumento populacional, maior expectativa de vida da população e também devido a popularização da necessidade do rastreio precoce”, explica.
Em Criciúma, no ano de 2017 foram realizados 15.655 mamografias e 21.555 preventivos. “A mamografia deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos. A taxa de cura está diretamente relacionada a fase em que é feito o diagnóstico. Por exemplo, tumores descobertos em fase inicial tem taxa de cura maior que 90%, e infelizmente os tumores que são diagnosticados em fases mais avançadas essa taxa cai drasticamente. O tratamento depende também da característica de cada tumor, afinal, nem todo câncer de mama é igual e o grau em que se encontra, porém geralmente envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia”, ressalta.
De acordo com Luiza, o câncer de mama tem causa multifatorial. “Existem fatores que aumentam o risco como: primeira menstruação precoce, menopausa tardia, não amamentar, ter o primeiro filho após 30 anos, ingestão excessiva de bebida alcoólica, obesidade e alimentação não saudável. Sabemos hoje também que uma parcela dos casos de câncer de mama têm origem genética, ou seja, a pessoa nasce com mutações no DNA que propiciam e aumentam o risco de desenvolvimento de câncer da longo da vida”, lembra.
Luiza comenta que o principal sinal do câncer de mama é o “caroço” ou nódulo mamário. “Geralmente quando sentimos é porque o tumor já está com mais de 1cm, em média, pois depende do tipo de mama e da profundidade do tumor. Outros sinais de alerta são: inversão do mamilo, alteração no formato das mamas, saída de secreção sanguinolenta ou transparente pelo mamilo, nódulos nas axilas e vermelhidão e inchaço da pele”, afirma.
Outubro é o mês de prevenção
A mastologista observa que é preciso melhorar a divulgação do exame e não ficar apenas voltado para o mês de outubro. “No Brasil não temos um programa nacional de rastreio como existe nos Estado Unidos e em outros países, onde as mulheres são convidadas a realizar o exame. Aqui fazemos o rastreio de oportunidade, ou seja, quem recebe a orientação e quer fazer faz, mas quem não recebe ou ainda acha que não trará benefícios não faz, e é aí que perdemos oportunidade de cura”, relata.
O câncer de mama também pode acontecer em homens. “O tratamento segue os mesmos protocolos que os das mulheres. Em 1% dos casos de câncer de mama atingem os homens”, finaliza.

































