Criciúma
De calculadora na mão, prefeitura prioriza meta fiscal
Por Redação Engeplus
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A prefeitura incorporou ao seu orçamento mais R$ 20,3 milhões que constavam na dotação aprovada ainda no ano passado pela Câmara para a ASTC. O instrumento legal confirmando a transposição dos recursos foi publicado ontem no Diário Oficial do município.
“Como a ASTC não existe mais, tecnicamente o orçamento dela precisa ser incorporado pelo Executivo, é o que fizemos”, conta o secretário da Fazenda de Criciúma, Róbson Gotuzzo. “Mas não quer dizer que esses R$ 20 milhões serão gastos”, explica.
A antiga ASTC estava englobada no contexto de repartições da administração direta envolvidas no contingenciamento de gastos anunciando no final do ano. “Temos uma meta fiscal a cumprir, e ela está sendo rigorosamente cumprida, de enxugar 40,8% do custeio da máquina”, assinala Gotuzzo. Na meta consta consumir com custeio R$ 680 milhões dos R$ 980 milhões inicialmente previstos. “Bloqueamos os gastos globais nesse teto mas conforme a receita melhora vamos conseguir incrementar”, lembra, anunciando que o desafogo de cerca de R$ 25 milhões em precatórios que estavam postos contra o município permitiram o aumento dessa margem. “Agora estamos em um teto aproximado de R$ 705 milhões para custeio”, refere.
Mas o corte de gastos continua. “E estamos conseguindo cumprir nossas atividades assim, estamos confiantes que conseguiremos terminar o ano com essa meta fiscal de economia cumprida para resgatar a saúde financeira do município”, avalia Gotuzzo. O pagamento em dia da folha de servidores está assegurado “sem quaisquer riscos”, garante. Em paralelo, a Fazenda municipal segue empenhada em reduzir a inadimplência dos impostos. “Hoje temos uma quebra de cerca de 30% no IPTU, esperamos que diminua um pouco até dezembro”, calcula.

Com base no reequilíbrio das finanças o secretário projeta a possibilidade de pagamento de mais credores até o fim do ano. “Liquidamos todos com créditos de até R$ 100 mil. Os que tem mais do que isso a receber ainda estamos trabalhando para conseguir pagar em parcelas de R$ 100 mil. Ainda temos uma fila substancial de credores a atender”, conclui.



