DGE depois IBGE - Ainda é possível acreditar?
Memória e Verdade
Entre a evolução dos números e a distorção dos fatos

Nos tempos em que foi Declarada por D. Pedro I a Independência do Brasil de Portugal em 07 de setembro de 1822, estimou-se que no País viviam 4,7 milhões de habitantes, sendo 51.458 na Província de Santa Catarina.
Em 1871 o Governo Imperial criou a Diretoria Geral de Estatística – DGE para promover o primeiro levantamento Demográfico Nacional. Em 1872, oito (8) anos antes da Proclamação da República (1889), o DGE publicou o primeiro levantamento nacional demográfico, no qual o Brasil apresentava 14,3 milhões de habitantes e Santa Catarina 159.802 residentes. Segundo o levantamento, no Brasil, 38,3% eram “pardos”, 38,1% eram “brancos”, 19,7% eram “negros” e 3,9% “caboclos”, assim eram denominados os “índios”. Apenas em 1991, a denominação “caboclos” foi substituída por “índios”, segundo o IBGE.
Na virada para o Século XX, em 1900, o Brasil tinha 17,4 milhões de habitantes e Santa Catarina 320.289 habitantes.
Em 1931 o DGE criado no Império, foi dissolvido. Em 1934 foi criado o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Em 1950, o IBGE fez levantamento demográfico que demonstrou que no Brasil viviam 51,9 milhões de pessoas e em Santa Catarina mais de 1,5 milhão de habitantes. Cinquenta (50) anos depois, no ano de 2000, na virada para o Século XXI, o Brasil tinha 174,8 milhões de pessoas e Santa Catarina 5,3 milhões de habitantes.
No início do ano de 2023, as estimativas preliminares do IBGE informaram que o Brasil tinha 218 milhões de pessoas (sendo 49,2% masculinos e 50,8% femininos) e Santa Catarina 7,8 milhões de habitantes
O IBGE ao longo de sua provedora história – até agora - foi Instituto com credibilidade suficiente para balizar outros dados estatísticos nacionais e regionais, notadamente para orientações de programas sociais, culturais e econômicos.
Em 18 de agosto de 2023, Márcio Pochmann que por último fora Presidente da Fundação Perseu Abramo (2012 a 2020), foi empossado Presidente do IBGE. Primeiro ato frente ao IBGE, de comum acordo com a Presidente(a) do Banco do BRICS e o Presidente Tupiniquim Lula, defensor do “sul global”, Pochmann recriou e publicou o Mapa Mundi, colocando o Brasil de ponta cabeça pra baixo, no centro do planeta. O sul virou norte, o norte virou sul e o IBGE virou deboche mundial.
Alguns dados econômicos são imutáveis, nem que o IBGE do Pochmann queira desfigurar. Os dados oficiais dizem que 18,1 milhões de famílias constituídas por 54 milhões de pessoas, são beneficiários do programa “Bolsa Família”. Enquanto isso, 38,9 milhões de brasileiros possuem Carteira de Trabalho assinado. O IBGE, se achando mais esperto que todos, divulga que o desemprego no Brasil alcança apenas 5,6% dos adultos aptos para o trabalho. Ou seja, os beneficiários do Bolso Família, segundo o IBGE, estão empregados, já que não buscam oportunidade para o trabalho.
Enquanto isso, Ana Raquel Gomes da Silva, profissional a 40 anos no IBGE, foi sumariamente demitida – e não só ela – por ser a técnica responsável pela divulgação dos dados oficiais do Instituto e negar-se a promover números falsos, manipulados.
Provavelmente no mês de março serão divulgados os dados estatísticos e econômicos do Brasil referentes ao ano de 2025. Aguardem, vem aí um copilado extenso de números positivos. Sorria, você está sendo enrolado, desinformado.
Foto – Mapa Mundi, segundo Pochmann.



