Prisão
DIC de Criciúma realiza 'Operação Carmel'
Policiais desarticularam quadrilha que atormentava moradores
Por Redação Engeplus
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Após dois meses de investigação, a DIC de Criciúma realizou a 'Operação Carmel'. No condomínio, localizado no bairro Cidade Mineira, foram presos os líderes de uma quadrilha, que além de traficar drogas, também integram uma organização criminosa que atua no sistema prisional catarinense.
Durante a operação, foi capturado um casal, formado por um homem de 44 anos e uma mulher de 30 anos, considerados os 'patrões do tráfico'. Além de uma mulher e um homem, ambos de 30 anos, acusados de serem os 'gerentes' do tráfico no Residencial Carmel. A investigação policial ainda identificou outros quatro integrantes da quadrilha, que faziam o transporte, guarda e venda da droga.
"O Carmel é um condomínio de prédios com 16 blocos, construído há cerca de três anos pelo programa 'Minha casa minha vida'. Mas alguns moradores passaram a traficar drogas e corromper adolescentes para o tráfico, causando temor e angústia para as pessoas de bem que ali residem, que passaram a conviver diariamente com ameaças, agressões e invasões de seus apartamentos", ressalta o delegado da DIC, André Milanese.
Durante as investigações, foram apreendidas cerca de 270 gramas de crack. A droga foi vinculada aos integrantes da quadrilha. Com isso, foram decretadas as prisões preventivas de todos os acusados. Além dos oito mandados de prisão preventiva, foram deferidos outros sete mandados de prisão temporária contra pessoas que, de alguma forma, auxiliavam a quadrilha. Ainda foram efetuados 40 mandados de busca e apreensão em residências de pessoas que revendiam ou guardavam droga para o grupo.
Mandados de busca e apreensão no bairro Paraíso
A operação policial também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão no bairro Paraíso. Em uma das casas, foi preso preventivamente um homem acusado de ser o elo da quadrilha do Carmel com traficantes da região da 'Baixada'. Na residência, foi apreendido cerca de R$ 2 mil, além de um talão de cheques e um violão.
Estupro de vulnerável
Em um dos apartamentos revistados pela polícia no Residencial Carmel, uma adolescente de 13 anos foi flagrada seminua, em uma cama, com um jovem de 22 anos, investigado por integrar a quadrilha. Contra o rapaz, foi instaurado um inquérito policial visando apurar o crime de estupro de vulnerável.
Prisões
Todos os presos preventivos foram indiciados em inquérito policial pela prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em organização criminosa. Os criminosos foram encaminhados ao presídio.
'Operação Carmel'
A 'Operação Carmel' contou com a participação de 80 policiais civis, oriundos dos seguintes órgãos de segurança: 1ª DP, 2ª DP, DPCAMI e DIC de Criciúma, DIC Araranguá, DIC e DCFR de Tubarão, DIC Laguna, DEIC, DPs Sombrio, Lauro Müller, Orleans, Urussanga, Morro da Fumaça, Içara, Balneário Rincão, Siderópolis e Nova Veneza. Além de quatro policiais militares da P2.



